Tanto Tite quanto Alisson insistiram, durante entrevista coletiva na última segunda-feira (01), na importância do discurso voltado para a importância do conjunto e equipe de Brasil e Argentina. Levando em consideração que futebol é 11 para cada lado, é óbvio. Mas isso não quer dizer que não exista protagonismo individual no duelo.
Lionel Messi, evidentemente, é a figura maior no lado argentino. Mas a curiosidade é que do lado brasileiro, sem contar com Neymar (cortado por lesão), o destaque vai para o goleiro Alisson.
Algo raro, tanto pelo histórico da seleção brasileira quanto pelos talentos disponíveis também no atual elenco. Mas o foco em Alisson é justificado em duas razões: ter sido o herói na classificação para a semifinal, ao defender uma das cobranças na disputa de pênaltis, e por ter levado a melhor exatamente nas duas maiores decepções recentes de Messi no futebol europeu.
Em 2018, foi infalível na reação da Roma, que depois de uma derrota por 4 a 1 no primeiro encontro das quartas de final da Champions League, protagonizou uma reação impensada ao vencer por 3 a 0 e avançar na competição europeia.
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Neste ano de 2018, um dos motivos que não fizeram o Liverpool ter jogado a toalha após os 3 a 0 sofridos no Camp Nou, na ida da semifinal, foi justamente a reação da Roma. Alisson também já estava no gol dos ingleses e foi brilhante no emocionante 4 a 0 que abrilhantou a caminhada dos Reds rumo ao título.
"Futebol não existe uma lógica, existem jogos que um jogador faz diferença. No meu caso, enfrentei isso contra o Barcelona. O Messi fez diferença no estádio deles, no segundo jogo, o nosso coletivo foi melhor e a gente conseguiu a classificação. Vai contar muito a determinação, convicção no trabalho, e nós criamos isso durante a competição. Acho que isso vem acontecendo com a Seleção, a gente tem muita convicção no nosso trabalho, naquilo que o professor Tite fala. A gente acredita. Acredito mais no coletivo, e dentro desse coletivo, temos alguns craques. Quando o coletivo está bem, as individualidades aparecem", afirmou o goleiro.
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Em cinco jogos contra Messi, Alisson venceu três [incluindo os 3 a 0 no Mineirão, pelas Eliminatórias em 2016] e as duas em que perdeu, teve a chance de se recuperar com estilo na volta dos encontros de mata-mata. E embora acredite que não há nada certo no futebol, espera seguir com o rótulo de vilão para o craque argentino após a semifinal entre as seleções brasileira e argentina, nesta terça-feira (02) dentro do Mineirão.




