- Mascherano estreou com vitória no Dérbi
Teve lesão, expulsões e conflito interno
Saiu em 2006 rumo ao West Ham
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Saiu em 2006 rumo ao West Ham
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AFPEm entrevista coletiva, véspera do confronto decisivo entre Inter Miami e Palmeiras pelo Grupo A do Mundial de Clubes, o técnico Javier Mascherano aproveitou o momento para relembrar, com bom humor, sua passagem pelo Corinthians. O argentino, que vestiu a camisa alvinegra entre 2005 e 2006, destacou que conhece bem o peso da rivalidade.
Na entrevista, o treinador disse: "Joguei o maior clássico do Brasil, Corinthians x Palmeiras. Claramente eram jogos de muita tensão, com duas torcidas impressionantes. Desfrutei muito minha etapa no Brasil. Era meio-campista, tinha que cortar as jogadas, não era o 10 (risos), por isso os amarelos. Tenho boas lembranças de Corinthians x Palmeiras. Minha estreia foi contra o Palmeiras, e ganhamos de 3 a 1 (risos)", relembrou o argentino.
AFPAntes de iniciar sua trajetória como treinador — à frente das seleções de base da Argentina e, mais recentemente, do Inter Miami —, Javier Mascherano viveu, ainda jovem, um capítulo marcante no futebol brasileiro. Volante de origem, o argentino chegou ao Corinthians em 2005, aos 21 anos, vindo do River Plate, com o apoio da Media Sports Investment (MSI), parceira financeira do clube à época.
A estreia não poderia ter sido mais simbólica: em um clássico contra o Palmeiras, no Morumbi, Mascherano foi titular e participou da vitória do Timão por 3 a 1, pelo Campeonato Brasileiro. Como marca registrada de sua carreira, já começou recebendo um cartão amarelo. Teve papel de destaque na campanha que rendeu ao Corinthians o título brasileiro de 2005 — o único conquistado durante sua passagem pelo clube.
Apesar do bom desempenho, o volante enfrentou alguns obstáculos. Sofreu uma fratura no pé esquerdo que o deixou um tempo afastado dos gramados e, em diversas ocasiões, também desfalcou o time por conta de convocações para a seleção argentina. No total, disputou 26 partidas oficiais pelo Corinthians, sendo titular em 25 delas, sem marcar gols. Seu aproveitamento foi de 47,44%, com 11 vitórias, quatro empates e 11 derrotas.
Além do Brasileirão, Mascherano também atuou pelo clube na Libertadores e no Paulistão, com 18 jogos na liga nacional, cinco na competição continental e três no estadual. Embora não tenha recebido cartões amarelos em sua passagem, foi expulso duas vezes — uma na Libertadores e outra no Campeonato Brasileiro de 2006 —, ambas já na reta final de sua passagem pelo Parque São Jorge.
Em agosto de 2006, durante um treino no Parque São Jorge, o volante argentino se envolveu em uma briga com Marcelinho Carioca. A confusão começou após uma entrada mais dura de Marcelinho durante a atividade, o que gerou a reação imediata de Mascherano, que acusou o meia de agir com má intenção — especialmente contra os atletas estrangeiros do elenco.
A discussão rapidamente ganhou proporções maiores e só foi contida com a intervenção dos demais jogadores. Diante do episódio, o técnico Geninho optou por afastar ambos do grupo, impedindo a participação nos treinos e no jogo seguinte, contra o Figueirense, no Pacaembu. A ausência dos dois foi sentida em campo, e o Corinthians acabou derrotado por 3 a 1. Poucos dias depois, pressionado pelos resultados e pelo ambiente interno, Geninho foi demitido do comando técnico.
Sua última partida pelo Corinthians ocorreu em 27 de agosto de 2006, em uma derrota por 2 a 0 para o Grêmio, no Pacaembu, pelo Brasileirão. O volante deixou a equipe como parte do processo de desmanche da parceria com a MSI, junto com Carlos Tevez, para o West Ham, da Inglaterra.