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Hansi FlickKooora

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شخصalidade do herói.. o sofrimento europeu do Barcelona explica o segredo histórico do Real Madrid

Num cenário que passou a se repetir de forma a suscitar dúvidas, o Barcelona vive uma realidade dupla nesta temporada: uma equipe que brilha com constância no plano doméstico, mas tropeça na Europa ao primeiro teste realmente sério.

A derrota mais recente diante do Atlético de Madrid, por 2 a 0, no “Spotify Camp Nou”, colocou a equipe catalã à beira de mais uma eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões, trazendo de volta à tona uma velha pergunta que se renova todos os anos: por que o Barcelona perde o brilho continental nos momentos decisivos?

Em contrapartida, o Real Madrid consolida uma imagem completamente diferente ao longo da última década, em que o sofrimento se transforma em vitórias, e as derrotas em “remontada”, num fenómeno que alguns resumem com a expressão “personalidade de campeão”.

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  • أ crise artística ou uma barreira psicológica?

    Ao longo da última década, a Liga dos Campeões da Europa tornou-se um “nó” para o Barcelona. Desde a conquista do último título, em 2015, diante da Juventus, o Barça tem sofrido na competição continental.

    Nas últimas 10 tentativas do Barcelona, a equipe se despediu do torneio nas quartas de final 5 vezes, e parece estar à beira de uma sexta eliminação na mesma fase — sendo que esta seria a segunda diante do Atlético de Madrid, após a temporada 2015-2016.

    Em contrapartida, se olharmos para o retrospecto do Barcelona na liga espanhola no mesmo período, veremos que o time conquistou o título em 5 ocasiões e caminha para alcançar o sexto nesta temporada, enquanto ficou fora das duas primeiras posições apenas uma vez, na temporada 2020-2021 (3º lugar).

    Esse contraste levanta uma pergunta importante: por que o desempenho do Barcelona muda na Liga dos Campeões, apesar de sua superioridade na liga?

    É verdade que a competição continental reúne gigantes das cinco principais ligas, mas o Barça supera o Real Madrid na LaLiga — equipe que conquistou 5 títulos europeus na última década.

    Ou seja, se o Barcelona é capaz de vencer o Real Madrid no cenário doméstico, um dos times mais fortes da Liga dos Campeões, por que não consegue impor sua dominância na Europa, nem uma única vez em 10 temporadas?

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  • TOPSHOT-FBL-EUR-C1-BARCELONA-ATLETICO MADRIDAFP

    أtlético revela o paradoxo

    Talvez o que aconteceu durante a semana atual revele que a questão não se limita a uma simples crise técnica, mas se estendeu para se tornar uma barreira psicológica.

    O Barcelona conquistou uma vitória valiosa sobre o Atlético de Madrid por 2 a 1 em seu estádio, no último sábado, pela liga espanhola, aproveitando o tropeço do rival Real Madrid para ampliar a diferença na liderança para 7 pontos.

    Mas diante do mesmo adversário, e no estádio “Spotify Camp Nou”, com grande apoio da torcida, o Barcelona perdeu assim que o assunto passou a ser a Liga dos Campeões.

    O Barcelona se transformou como se fosse outra equipe, uma equipe pequena que não tem experiência de jogar na competição continental, não tem a capacidade de definir diante do gol mesmo quando surgem chances claras, mais fáceis do que as que encontra diante dos adversários de LaLiga.

    Nota-se também que o Barcelona falhou em reagir contra o Atlético de Madrid, apesar de o Barça ser o time que mais conseguiu “remontadas” na liga espanhola, tendo somado 21 pontos após estar em desvantagem no placar.

  • صيد سهل في الليجا.. وعقدة أوروبية

    Diferentemente do confronto desta semana, há uma estatística importante nos jogos do Atlético que revela a diferença entre o Barcelona na liga e na Champions.

    No Campeonato Espanhol, o Atlético é uma presa fácil para o Barcelona, mas em nível continental a equipe da capital representa um obstáculo claro.

    O Barça enfrentou o Atlético duas vezes nas fases eliminatórias e se despediu da competição em ambas as ocasiões: a primeira nas quartas de final da temporada 2013-2014, e a segunda na mesma fase na temporada 2015-2016.

    Considerando a derrota em casa no jogo de ida da mesma fase nesta temporada, o Barcelona parece perto do mesmo destino.

    Além disso, o Atlético de Madrid conquistou sua primeira vitória no “Camp Nou” desde 2005 em todas as competições, e era natural que isso acontecesse na Champions League, apesar do pequeno número de confrontos, e não no âmbito doméstico, onde se enfrentam a cada temporada.

  • FC Barcelona v Atletico de Madrid - UEFA Champions League 2025/26 Quarter-Final First LegGetty Images Sport

    است aquisição e oportunidades inúteis

    Retomando os acontecimentos da partida no “Spotify Camp Nou”, é verdade que a expulsão de Pau Cubarsí no primeiro tempo virou o cenário a favor do Atlético de Madrid, mas o Barça manteve a posse e impôs o seu domínio mesmo em inferioridade numérica, porém acabou não marcando.

    O Barcelona foi superior na percentagem de posse de bola ao longo do jogo e terminou o encontro com 58% a seu favor, além de 18 finalizações, 7 delas no alvo, mas o saldo de gols foi zero.

    Em contrapartida, a equipa visitante foi mais eficaz diante do gol e, com apenas 3 remates no alvo, marcou dois gols que a aproximaram da semifinal.

  • Juventus v FC Barcelona  - UEFA Champions League FinalGetty Images Sport

    لماذا يعاني برشلونة أوروبيًا؟

    Sem entrar em detalhes, é evidente que o Barcelona sente falta da “experiência de Liga dos Campeões”, pois ela exige uma forma especial de lidar por parte dos jogadores, mesmo que tenham um treinador experiente.

    O Barça começou a sofrer com essa crise após a saída de Lionel Messi e de sua geração dourada, que impôs seu domínio na Europa e conquistou o último título; basta mencionar o temível trio de ataque Luis Suárez e Neymar da Silva em seus níveis mais altos, ao lado de Messi.

    Ao voltar à escalação que derrotou a Juventus (3-1) na final de 2015 em Berlim, encontraremos mais de um elemento experiente e, além do trio de ataque, havia um meio-campo formado por Iniesta, Busquets e Rakitic, com Xavi entrando como substituto. Isso sem contar Piqué, Mascherano, Dani Alves e Jordi Alba na defesa.

    Todos eles eram estrelas com grande experiência, e a maioria inclusive já havia conquistado o título quatro anos antes, contra o Manchester United, sob o comando de Luis Enrique.

    Mas a geração atual do Barcelona carece desse tipo de experiência; e, de fato, a equipe que jogou contra o Atlético de Madrid não tem nenhum jogador que já tenha vencido a “Orelhuda”, exceto Robert Lewandowski. Mesmo que o treinador seja Hans Flick, que também já conquistou o título continental, ele não pode fazer um milagre mudando a realidade em pouco tempo.

    Apesar do sucesso de Flick ao levar o time à semifinal da temporada passada, ele perdeu a vaga na classificação por causa de erros defensivos que revelam pouca experiência.

    E não se pode dizer que a Inter de Milão fosse forte o suficiente para derrubar o Barcelona, como prova a derrota por 5 a 0 na final para o Paris Saint-Germain; portanto, foi o próprio Barça o responsável por sua derrota.

  • TOPSHOT-FBL-EUR-C1-LIVERPOOL-REAL MADRIDAFP

    A vantagem do Real que o Barcelona não tem

    Por outro lado, o que o Real Madrid apresenta na Liga dos Campeões da Europa não pode ser considerado apenas uma superioridade técnica, mas sim um modelo claro de uma equipa que possui aquilo que falta ao Barcelona: experiência em competições continentais, ou o que se convencionou chamar de “personalidade de campeão”.

    Este conceito não surgiu do nada; formou-se ao longo de muitos anos de acumulação, sobretudo durante a última década, que viu o Real Madrid conquistar cinco títulos da Liga dos Campeões, muitos deles em circunstâncias nas quais a equipa não era a melhor tecnicamente, mas era a mais preparada mentalmente.

    “Personalidade de campeão” aqui não significa apenas a capacidade de vencer; vai além disso, para uma cultura integrada dentro do clube: calma sob pressão, uma confiança inabalável e uma crença constante na possibilidade de reagir, independentemente das circunstâncias. Isso ficou evidente repetidas vezes em “remontadas” históricas, diante de grandes adversários e em momentos em que as coisas pareciam decididas.

    Esta mentalidade, com o tempo, transformou-se numa arma psicológica decisiva; a equipa não desmorona quando está em desvantagem, mas alimenta-se das crises, enquanto o adversário entra em estado de confusão a cada minuto que passa sem conseguir liquidar o resultado.