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Será que a Itália terá uma nova chance de disputar a Copa do Mundo?

A seleção italiana ainda mantém uma esperança mínima de participar da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, apesar da decepcionante eliminação na final do play-off europeu para a Bósnia e Herzegovina.

Após a derrota por 1 a 4 nos pênaltis na final da repescagem, a Azzurra fica de fora do torneio mundial pela terceira vez consecutiva, mas será que há alguma chance de mudar esse destino?

  • Uma última esperança para a Itália?

    A única chance da seleção italiana de participar do torneio, que será realizado no próximo verão, é a desistência da seleção iraniana, já que há incertezas quanto à sua participação devido às tensões contínuas com os Estados Unidos, um dos países anfitriões do torneio.

    Segundo a rede francesa RMC Sport, alguns torcedores italianos começaram a sonhar com a possibilidade de uma classificação administrativa caso o Irã anuncie sua desistência do torneio, mas isso parece quase impossível.

    Alguns acreditam que, caso a Irã não participe da Copa do Mundo de 2026, a Itália poderá ser convocada para substituí-la e integrar o Grupo 7, que inclui Bélgica, Nova Zelândia e Egito, já que a Azzurri é a seleção com melhor classificação entre as que não se classificaram.

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  • Tensões políticas e uma declaração firme

    Os Estados Unidos e o Estado sionista lançaram um ataque conjunto com mísseis contra o Irã em fevereiro, que resultou na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

    Esses acontecimentos suscitaram dúvidas quanto à participação do Irã na Copa do Mundo, especialmente após as declarações do ministro do Esporte iraniano, que afirmou que seu país “não tem condições de participar”.

    Além disso, o presidente americano Donald Trump pediu que a Irã se retirasse “para sua própria segurança”. Ele escreveu na plataforma “Truth Social”: “A seleção iraniana é bem-vinda na Copa do Mundo, mas não acho que seja apropriado que ela participe, para preservar sua segurança”.

    O Irã reagiu com indignação a essas declarações, afirmando que “não pode ser excluído” e sugerindo que os Estados Unidos se retirassem em seu lugar.

    No entanto, posteriormente, o Ministério do Esporte iraniano emitiu um comunicado firme que gerou dúvidas, ao anunciar uma decisão oficial que proíbe a viagem de todas as equipes e delegações esportivas nacionais para países classificados por Teerã como “hostis”, até novo aviso.

  • A Fifa não pensa em excluir o Irã

    No entanto, até o momento, a situação da Irã em seu grupo permanece inalterada: a seleção iraniana se classificou em campo através das eliminatórias da Confederação Asiática de Futebol e continua aspirando a participar do torneio. Além disso, a FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, não pretendem, neste momento, excluir a Irã da competição.

    A FIFA confirmou seu apoio à participação do Irã, já que as últimas conversas entre a delegação iraniana e Infantino indicam que o plano de participação da seleção iraniana no torneio continua em vigor, incluindo a realização de seus jogos nos Estados Unidos.

    Infantino declarou, à margem de sua presença em um amistoso entre Irã e Costa Rica na Turquia na terça-feira passada, que a seleção asiática participará do torneio e que não há plano alternativo.

    Além disso, a ideia de transferir as partidas da Irã para o México não está em discussão no momento. Portanto, não há nenhuma chance, atualmente, de reincorporar a Itália.

    A seleção iraniana deve iniciar sua campanha no torneio no dia 16 de junho contra a Nova Zelândia, antes de enfrentar a Bélgica na Califórnia e, em seguida, o Egito no estádio “Lumen Field”, em Seattle.

  • Caso o Irã desista, a vantagem fica com a Ásia, e não com a Itália

    Caso o Irã anuncie sua desistência dias ou semanas antes do início do torneio — uma possibilidade real devido às circunstâncias geopolíticas —, a FIFA se verá diante de uma crise organizacional e logística.

    No entanto, segundo a RMC Sport, a tendência é substituir o Irã por uma seleção asiática, a fim de manter o equilíbrio entre os continentes e garantir que a distribuição das seleções não seja prejudicada.

    Embora os regulamentos não obriguem explicitamente a FIFA a isso, essa opção é considerada a mais lógica.

  • O que dizem os regulamentos da Copa do Mundo de 2026?

    O artigo 6, parágrafo 7, estabelece que “em caso de desistência ou exclusão de uma das federações participantes, a FIFA tem plena autoridade para tomar a decisão adequada, incluindo a substituição da seleção por outra”.

    A Confederação Asiática de Futebol mantém contato constante com a FIFA, em antecipação a quaisquer desdobramentos, embora a possibilidade de desistência do Irã ainda não esteja confirmada até o momento.

  • Por que a Itália não é uma opção lógica?

    A reintegração da Itália significaria conceder à Europa uma vaga adicional, o que poderia suscitar objeções por parte dos demais continentes, especialmente porque a União Europeia já detém o maior número de vagas no torneio (16 seleções de um total de 55 federações).

    Considerando a natureza política da distribuição de vagas na Copa do Mundo, a FIFA busca manter o equilíbrio entre os continentes, o que reduz significativamente, se não anula, as chances da Itália de participar.

  • Será que os Emirados serão a alternativa?

    Seguindo essa lógica, os Emirados Árabes Unidos podem ser um dos principais candidatos a substituir o Irã, caso este desista.

    Depois da classificação do Iraque na repescagem continental às custas da Bolívia (2 a 1), os Emirados Árabes Unidos são considerados a melhor seleção asiática que não se classificou para o torneio. Assim, podem ser a opção mais provável caso esse cenário se concretize.

    No entanto, tudo depende da evolução da situação iraniana e da decisão final da FIFA, o que deixa a porta aberta para várias possibilidades, ainda que mínimas, para várias seleções, entre elas os Emirados e até mesmo a Itália, embora as chances desta última pareçam extremamente remotas.