Dentro das quatro linhas, Dorival Júnior assume um São Paulo ainda competitivo nas principais frentes da temporada. Apesar da eliminação para o Juventude na Copa do Brasil, o Tricolor segue no G4 do Campeonato Brasileiro e lidera seu grupo na Copa Sul-Americana.
A principal missão do treinador será reorganizar defensivamente a equipe e devolver estabilidade a um time que oscilou bastante nas últimas semanas sob comando de Roger Machado. Internamente, existe a percepção de que o São Paulo se tornou um time muito exposto em alguns momentos da temporada, principalmente em jogos grandes e fora de casa.
Dorival costuma priorizar equipes mais compactas, organizadas sem a bola e com maior intensidade na recomposição. Além da questão tática, o treinador também chega com a característica de recuperar jogadores mentalmente e fortalecer o ambiente do elenco, algo visto como fundamental neste momento de pressão no clube.
A identificação imediata com a torcida também pesa a favor. Campeão da Copa do Brasil em 2023, Dorival retorna com prestígio e respaldo interno, cenário considerado importante para diminuir a tensão ao redor do CT da Barra Funda.
O treinador estará no Rio de Janeiro neste sábado para acompanhar o duelo contra o Fluminense, pelo Brasileirão. O primeiro trabalho no campo acontecerá nos próximos dias, já com foco na sequência decisiva antes da pausa para a Copa do Mundo.
Mudanças na disputa por posição também são esperadas. Diferente de Roger Machado, que apostava em um time mais controlador e ofensivo, Dorival tende a valorizar mais equilíbrio defensivo, intensidade física e disciplina tática.
Nesse cenário, jogadores como Luan e Pablo Maia podem recuperar espaço no meio-campo pela capacidade de marcação e proteção defensiva. Marcos Antônio, quando estiver liberado, também aparece como um nome que pode se encaixar rapidamente na ideia do novo treinador.
No ataque, Luciano deve seguir como uma das referências técnicas da equipe, mas possivelmente em uma função com maior compromisso sem a bola. Em contrapartida, atletas de velocidade, intensidade e maior participação tática, como Artur, Ferreirinha e Cauly, podem ganhar força na rotação ofensiva.
A tendência é de um São Paulo mais equilibrado, competitivo e menos vulnerável defensivamente em relação ao time visto nas últimas semanas.