Na entrevista de apresentação, Paulinho disse: "No ano passado, eu comecei muito bem em termos físicos. Mas, logo no começo do ano, em março mais ou menos, eu tive um choque num treino, e isso afetou a estrutura óssea da minha canela. Passou um mês e meio, dois meses, estava de boa, mas aí comecei a sentir uma dor, isso por volta de maio, quase junho. A partir dali, a cada semana que eu treinava e jogava, a dor aumentava."
"Os médicos já estavam me alertando que poderia ser uma fratura por estresse. Só que, mesmo eu estando com essa fratura e um pouco de dor, eu conseguia treinar e jogar. Mas chegou um momento que ficou insuportável, e tivemos que começar a entrar com injeções."
"A partir dali, eu não conseguia mais jogar sem injeções, era impossível. Eu não conseguia mais treinar, fui retirado de todos os treinos e só treinava na véspera dos jogos. Isso fez cair meu rendimento na parte física. Não digo que afetou a parte técnica, porque ainda assim eu consegui bons números. Na minha opinião, para um ano que passei quase inteiro machucado, eu tive bons números."
"Mas a lesão me atrapalhou muito quando chegou a reta final da temporada, porque estava insuportável (a dor), e a gente estava avançando nas competições, e havia a cobrança de estar em campo para jogar sempre. Com certeza isso prejudicou muito me ano. Agora, já estou operado, estou melhor e não sinto dor nenhuma. Nessas primeiras oito semanas, tive que respeitar processos de cicatrização do osso, por ter feito um enxerto, mas nessa semana fiz um exame e tive aval para avançar de forma significativa na recuperação."
"Não tenho prazo específico para jogar, mas avançou muito a minha recuperação. Acredito que em breve vou estar em campo", ressaltou.