7 a 1 voltaram para casa 16x9GOAL

O clubismo que salva: como "voltar pra casa" se transformou em remédio para consagrar os jogadores brasileiros do 7 a 1

Há vida após o 7 a 1 para os jogadores brasileiros diretamente envolvidos na derrota mais vexatória já sofrida pela seleção? Dez anos depois, a resposta é positiva. E neste caso, o quase sempre tão criticado (com razão, na maioria das vezes) clubismo foi uma das grandes – se não a maior – plataforma de salvação para os atletas presentes naquele fatídico jogo contra a Alemanha.

Copa do Mundo é um negócio diferente. É a maior fábrica de heróis e vilões do esporte mais popular do mundo. Um verdadeiro All In. Tudo ou nada. Os Mundiais consagram tanto quanto condenam, e quando algo assim acontece os exageros vão de uma ponta à outra. Você pode lamentar, mas é assim que funciona. Um gol de título é um definidor eterno de qualidade e idolatria. Um pênalti desperdiçado que resulta em eliminação, um gol-contra, um frango, uma expulsão... são coisas que marcam para sempre um jogador em seu país.

A chance de redenção pode vir no Mundial seguinte, claro, mas a não ser que isso aconteça só há uma forma de mudar, ou ao menos aliviar, a percepção nacional em relação a um rótulo ruim de Copa do Mundo: construir uma história vitoriosa em um dos grandes clubes do futebol. No Brasil isso costuma acontecer de forma mais intensa, uma vez que geralmente um jogador de Copa do Mundo retorna ao país após longos anos de serviço em território estrangeiro.

Dentre os nomes mais lembrados daquele 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão, a maior parte deles encontrou no sucesso doméstico, e no carinho de torcedores de uma grande equipe brasileira, a plataforma para superar um trauma tão pesado quanto foi aquela derrota.

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