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Ancelotti justifica escolhas na seleção e explica ausência de Endrick: "A hora dele vai chegar"

A expectativa de ver Endrick entre os titulares da seleção brasileira contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), não deve se concretizar. Em entrevista coletiva na véspera da partida válida pela segunda rodada da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti voltou a defender suas escolhas no setor ofensivo, justificou a utilização de outros atacantes e fez questão de destacar que o jovem do Real Madrid segue nos planos para o torneio.

O treinador italiano, que conviveu com Endrick em sua primeira temporada no futebol europeu, afirmou que o momento do atacante ainda será construído ao longo da competição e garantiu que ele terá importância para a equipe.

"Vou colocar o Endrick no momento correto. Temos que esperar um pouco. Vai ser importante nesta Copa do Mundo".

A fala acontece poucos dias após a estreia diante do Marrocos, quando o técnico foi alvo de críticas por não utilizar o camisa 19 mesmo com as dificuldades ofensivas apresentadas pelo Brasil.

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    Ancelotti pede calma e garante protagonismo futuro para Endrick

    Questionado sobre a ausência do atacante entre os principais nomes da equipe, Ancelotti adotou um discurso de cautela. Para o treinador, Endrick possui características únicas e não deve ser comparado diretamente aos demais concorrentes por posição.

    Segundo o comandante da seleção, o jovem ainda terá oportunidades importantes ao longo da Copa, mas precisa seguir seu processo de evolução sem atropelos.

    A postura do técnico reforça a estratégia de administrar a expectativa criada em torno do jogador, considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Apesar da pressão da torcida e da imprensa por mais minutos em campo, Ancelotti demonstrou confiança de que o melhor momento para utilizá-lo ainda está por vir.

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    Comparação com Igor Thiago e Matheus Cunha ajuda a explicar decisão

    Durante a entrevista, Ancelotti detalhou as características dos atacantes que vêm sendo utilizados na equipe. O italiano explicou que Matheus Cunha oferece maior capacidade de associação e construção de jogadas, atuando quase como um meia-atacante.

    Já Igor Thiago, titular na estreia contra o Marrocos, foi descrito como um centroavante de referência, forte fisicamente, agressivo na disputa de bolas e importante na pressão sobre os adversários.

    "Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de meia-atacante do que de referência, o que tem Igor Thiago. É um jogador de referência na área, forte nos duelos, muito agressivo na recuperação da bola".

    Ao falar sobre Endrick, porém, Ancelotti destacou que o atacante não se encaixa em nenhuma dessas definições.

    "Endrick não é um, nem outro. Endrick é outra coisa. Para mim, pessoalmente, Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar de suas qualidades nessa Copa do Mundo e também na próxima".

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    Técnico exalta maturidade do jovem atacante

    Além das qualidades técnicas, Ancelotti também destacou o comportamento de Endrick nos bastidores da seleção. O treinador revelou admiração pela tranquilidade com que o jogador lida com a concorrência e com a expectativa em torno de seu nome.

    Segundo ele, a maturidade apresentada por um atleta ainda muito jovem é um diferencial importante para sua trajetória.

    "Ele é paciente, não tem pressa, é muito maduro para a sua idade. Isso é um aspecto muito importante".

    Ancelotti ainda ressaltou o papel da família na formação do atacante e na maneira equilibrada como o jogador conduz a carreira.

    "Também sua família, perto dele, é muito paciente. Isso é importante para um jovem".

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    Pressão aumenta após estreia sem minutos para Endrick

    A decisão de não utilizar Endrick no empate diante do Marrocos gerou forte repercussão entre torcedores e comentaristas. Muitos defendiam a entrada do atacante no segundo tempo, especialmente diante das dificuldades criativas apresentadas pela seleção.

    Na ocasião, Igor Thiago iniciou a partida como titular e acabou substituído por Matheus Cunha, enquanto Endrick permaneceu no banco durante os 90 minutos.

    Agora, às vésperas do confronto contra o Haiti, a expectativa permanece alta em torno da primeira participação do jovem na Copa. Apesar disso, as declarações de Ancelotti indicam que a comissão técnica segue trabalhando com cautela e acredita que o momento ideal para explorar o potencial do atacante ainda está por vir.