Após dois anos e quatro meses e três títulos consecutivos de Champions League, Zinedine Zidane convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (30), e ao lado do presidente Florentino Pérez, anunciou a sua saída do Real Madrid.
"Tomei a decisão de não continuar como treinador do Real Madrid no próximo ano. É um momento estranho, mas esse time precisa de uma mudança para continuar vencendo, precisa de outro discurso, outra metodologia de trabalho. E é por isso que tomei essa decisão", disse o francês.
"Gosto muito do Real Madrid e do seu presidente. Claro que pode ser um até logo, o Real Madrid me deu tudo, estive perto deste clube quase toda a minha vida. A decisão para muitos não faz sentido, mas para mim faz. É o momento de fazer uma mudança.", completou.
Antes da coletiva de imprensa, Zidane se reuniu com Pérez, que se mostrou surpreendido com a decisão do treinador.
“Depois de vencer uma Champions, é uma decisão inesperada, mas só podemos respeitar a sua decisão. Quando soube desta notícia, me causou grande impacto e gostaria de convencê-lo a ficar, mas sei como é”, disse Pérez.
“Quero agradecer pela sua dedicação, pelo seu amor e por tudo que fez pelo Real Madrid ao longo destes anos. Isto não é um adeus, é um até breve. Mas se ele precisa de uma pausa, ele merece", completou.
Zidane chegou aos Merengues em janeiro de 2016, na sua primeira experiência numa equipe profissional, para substituir o espanhol Rafa Benítez, e foi o primeiro técnico a conquistar de forma consecutiva três UCL. Além do mais, conquistou dois Mundiais de clubes, duas Supertaças europeias, uma Liga espanhola e Supertaça de Espanha.

Veja outros pontos da coletiva:
Melhor e pior recordação: "Minha melhor lembrança é quando o presidente me trouxe para cá, vivi e conversei com muita gente, o sonho de muitos jogadores é jogar um dia no Real Madrid. A coisa mais importante e mais bonita foi quando o presidente me trouxe para jogar neste grande clube, e como treinador, ter vencido a Liga foi o máximo, e este ano o pior momento foi o jogo contra o Leganes".
A decisão: "Depois de três anos, é uma decisão minha, e posso errar, mas acho que é o momento. Não vejo de forma clara que vamos seguir ganhando. Não vejo as coisas claras como eu quero. Chega um momento que se diz que é melhor mudar para não seguir e fazer besteiras".
O que mudou para querer sair: "Nada mudou, é desgaste natural. Quando falei sobre isso em 20 de fevereiro, eu não achava, estava sendo sincero. Eu disse que aqui pode acabar a qualquer momento. E o dia a dia acabou para mim depois de três anos. Eu não estou cansado de treinar, mas o tempo aqui acabou."
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Carinho da torcida: "Eu sempre fui um treinador e torcedor, tenho um carinho especial por esta torcida e só posso agradecer novamente por todo o apoio. Há momentos complicados em uma temporada, nós passamos pelas vaias, mas isso faz parte deste clube. É uma torcida exigente, mas os jogadores precisam disso, quando você tem momentos complicados, você tem que encarar os fãs".



