No total, 21 dias separam a eliminação na semifinal do Campeonato Carioca, para o Fluminense, da estreia do Vasco no Campeonato Brasileiro, no próximo dia 14, contra o Palmeiras. Tempo suficiente para Milton Mendes ajeitar mais ainda o time para o principal desafio do ano.
O comandante conseguiu, em muito pouco tempo, ajustar uma defesa que, sob o comando de Cristóvão Borges, vinha mostrando muita inconsistência. No entanto, o ataque sofreu leve queda de rendimento ainda que as vitórias ficaram mais frequentes [aproveitamento de 57% a 45%]. Para o restante da temporada, o objetivo é tornar o elenco mais homogêneo, dentro das possibilidades, e tornar o time o mais efetivo possível.
Com o tempo maior para trabalhos, neste hiato entre estadual e Brasileirão, Milton Mendes já começa a mostrar que pretende mudar o desenho tático: o 4-2-3-1 pode estar com os dias contados, já que o treinador começou a trabalhar a equipe no 3-6-1.
Equipe que entrou em campo nos últimos treinos do VascoO sistema de três zagueiros, que voltou a estar em alta no futebol mundial nos últimos anos [e é utilizado por várias das principais equipes europeias], pode dar o equilíbrio necessário nas transições entre defesa e ataque. Além disso, é uma tática que pode tirar o máximo de um jogador específico no elenco: Gilberto.
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Vasco da Gama/DivulgaçãoGilberto teve experiência como ala, na Itália (Fotos: Paulo Fernandes/Vasco da Gama/Divulgação e Getty Images)Reconhecidamente melhor na fase ofensiva e de transição para o ataque, o lateral-direito jogou com três zagueiros na Fiorentina, quando teve os seus melhores momentos na rápida passagem pela equipe Viola.
“Logo quando eu cheguei o Paulo Sousa disse que gostava de jogar com três zagueiros e ia me colocar como ala, pelas minhas qualidades ofensivas”, disse para a Goal Brasil em entrevista realizada no ano de 2015. Em coletiva na última terça-feira (02), Gilberto elogiou o novo sistema. Entretanto, ressaltou que tal mudança, se realmente acontecer, não vai lhe tirar a responsabilidade de voltar para defender no lado direito.
“Eu me sinto bem à vontade. Nesse esquema tenho mais liberdade, mas minha função defensiva continua, porque tenho que voltar para marcar. Se a gente usar esse esquema, o lateral não pode largar totalmente a parte defensiva. Tem que voltar para ajudar. Mas como ala tem que ter mais responsabilidade de atacar, porque não temos aquele ponta que faz essa função, então tem que chegar para definir as jogadas e, se possível, fazer gol”, afirmou.
FlickrAlex Evangelista e Milton Mendes (Foto: Paulo Fernandes/Vasco da Gama/Divulgação)Por isso mesmo que a questão física é um dos focos neste período de quase três semanas sem partidas oficiais: “É uma oportunidade ímpar de trabalharmos nos mínimos detalhes. Independentemente da idade de cada atleta, temos que respeitar a individualidade de cada um. Temos que explorar o máximo de cada um. Tem jogador que 7h já está dentro do Caprres”, observou o gerente científico do Gigante da Colina, Alex Evangelista.
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