Com vários escândalos de natureza racista explodindo na Itália, Gabriele Gravina, presidente da federação italiana de futebol, havia sugerido uma maneira da seleção do país transmitir uma mensagem anti-racismo: convocando Mario Balotelli, uma das últimas vítimas dessa atitude desumana.
Acompanhe a Serie A italiana ao vivo ou quando quiser: assine o DAZN e ganhe um mês grátis para experimentarNo entanto, em entrevista, Roberto Mancini, treinador da Itália, logo tratou de descartar essa possibilidade, dizendo que não convocaria o jogador apenas para passar uma mensagem, e o atacante precisaria merecer em campo uma possível convocação.
O polêmico centroavante não vem tendo um grande começo de ano pelo Brescia, com apenas dois gols em sete jogos, marca muito pequena para um jogador de seu talento. No entanto, o próprio Mancini, que o revelou, na Inter, em 2007, disse que acredita na recuperação do atacante, acreditando que ele tem chances de voltar à seleção por seus próprios méritos.
Segundo Mancini: "“Eu amo Mario. Eu coloquei ele pra jogar quando ele era um adolescente. Ele ainda é jovem e dará muito ao esporte, mas preciso falar que se eu o chamar, é porque ele merece e pode nos ajudar. Eu acho que é importante eu o convocar quando ele merecer tecnicamente, ao invés de o chamar para mandar uma mensagem. Ele ainda terá chances."
Com os olhares do mundo focados na Itália, já que craques como Cristiano Ronaldo ou Kalidou Koulibaly atuam naquela que talvez esteja sendo a melhor Serie A dos últimos tempos, está muito claro que, alavancado por fatores extra-campo, posições extremamente racistas e retrógradas ganham força e notoriedade no país, e isso reflete no futebol.
No entanto, apenas "convocar Balotelli pra passar uma mensagem" não basta, esta é uma postura cômoda para as autoridades do país. Cabe a Gabriele Gravina aplicar penas severas e realmente lutar contra o racismo, ao invés de continuar com discursos "para inglês ver.".
