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JORDAN HENDERSON ENGLAND 03072021Getty Images

Relatos de abusos no Qatar chocam jogadores da seleção da Inglaterra

Em preparação para o duelo contra a Suíça, em um amistoso internacional, os jogadores da seleção inglesa receberam um relatório sobre os abusos de direitos humanos cometido no país-sede da Copa do Mundo 2022, o Qatar.

O capitão da seleção inglesa, Jordan Henderson, comentou que o elenco ficou chocado ao receber o relatório sobre os abusos cometidos contra mulheres, comunidade LGBTQ+ e trabalhadores imigrantes no país.

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"Quando recebemos o relatório, que foi muito importante, foi bastante chocante e desapontante. É horrendo quando você vê alguns dos problemas que acontecem e aconteceram no Catar."

"Como um time, estamos meio que digerindo ainda, levantando ideias do que queremos fazer. É uma oportunidade que chamar atenção para alguns problemas e usar nossas plataformas para fazer uma mudança para a melhor", comentou Henderson.

Na verdade, o relatório foi entregue pelo técnico da Inglaterra, Gareth Southgate, e o diretor executivo da federação inglesa, Mark Bullingham. Na entrega do documento, o treinador passou cerca de 30 minutos conversando com os jogadores, com base em informações divulgadas pela Anistia Internacional, organização que defende os direitos humanos.

O técnico, aliás, não se mostrou confiante com a ideia de boicotar a Copa do Mundo, que acontece no Qatar.

"Eu realmente não sei se isso alcança alguma coisa. Seria uma grande história, mas o torneio continuaria. Há algumas coisas religiosas e culturais que são difíceis de mudar. O maior problema que não é religioso ou cultural é o que aconteceu na construção dos estádios. Mas não podemos fazer nada sobre isso, infelizmente", explicou o treinador.

A Anistia Internacional, por sua vez, já se reuniu com a Fifa na tentativa de relatar os abusos cometidos pelo país com os trabalhadores na construção de estádios para a Copa do Mundo, por exemplo.

A organização constatou que milhares de imgrantes no país estão há meses sem receber salário, além de serem proibidos de trocar de emprego ou formar sindicatos.

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