Depois do Newcastle, o West Ham pode ser mais um time a entrar para o time dos "novos ricos". Segundo a imprensa inglesa, Daniel Kretinsky, um bilionário tcheco, está negociando a compra de 27% das ações, avaliadas em £600 milhões — mais de R$ 4,85 bilhões na cotação atual.
Recentemente o futebol viu o nascimento de mais um super rico. O Newcastle foi vendido a um fundo de investimentos da família real da Arabia Saudita e entrou para um grupo que tem times como Paris Saint-Germain e Manchester City. Agora, o West Ham, também da Inglaterra, pode entrar nesta mesma lista.
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Em busca de um novo investidor para ser acionista miniritário do West Ham há algum tempo, David Sullivan e David Gold, acionistas majoritários do clube - compraram 50% por £ 105 milhões em janeiro de 2010 e, depois, mais 30% - iniciaram conversas com Daniel Kretinsky há alguns meses e, agora, podem fechar o negócio. A ideia da dupla é não perder o controle da equipe, desta forma, Kretinsky, se fechar o negócio pelos 27%, ficará com menos poder no clube, que registrou uma perda de £ 65 milhões no ano financeiro até maio de 2020 por conta da pandemia.
O West Ham, no entanto, seria mais um investimento de Kretinsky, que já é dono e presidente do Sparta Praha, além de ser o maior acionista da companhia Royal Mail, que presta o serviço de correspondências no Reino Unido, e ter parte da cadeia de supermercados J Sainsbury e dos jornais Sainsbury's e Le Monde. Segundo a Forbes, a fortuna do advogado e empresário de 46 anos é avaliada em US$ 4 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões).
Um obstáculo, porém, é uma cláusula no contrato entre o West Ham e o Estádio de Londres, que é válida até março de 2021. De acordo com o contrato, o London Legacy Development Corporation, instituição dona do terreno, tem direito a um percentual de lucro caso o clube seja vendido. Segundo a emissora SkyNews e o jornal Telegraph, porém, o negócio está correndo bem e pode ser fechado em breve.
