Palmeiras x Flamengo causa divisão histórica no Brasileirão

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O Rubro-Negro se vê isolado após as polêmicas anteriores ao jogo contra os alviverdes

A posição do Flamengo em relação ao pedido de suspensão da partida contra o Palmeiras, válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, por causa do número de seus profissionais infectados por Covid-19, causou uma divisão poucas vezes vista na história do futebol brasileiro: a enorme maioria dos outros 19 participantes da primeira divisão, incomodados com as posturas tomadas pelo Rubro-Negro, se uniu em uma frente, e com o apoio da CBF, para colocar sob risco a realização do certame nacional caso o duelo dos cariocas com o Alviverde não fosse realizado.

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No final das contas, faltando dez minutos para a realização do confronto deste domingo (27), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu a realização do confronto. Mas a verdade é que a própria continuidade do Campeonato Brasileiro chegou a ficar sob risco. Na véspera do jogo contra o conjunto flamenguista, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, defendeu a paralização do campeonato caso a suspensão fosse mantida. E recebeu apoio de vários outros clubes, inclusive do Corinthians, arquirrival palmeirense.

“O maior problema do futebol é quando um clube só pensa nele e em mais nada. Suspender um jogo é suspender o protocolo que todos toparam. Melhor paralisar o campeonato inteiro então”, escreveu o presidente do Corinthians em suas redes sociais.

Antes, o mandatário do Atlético-MG, Sergio Sette Câmara, já havia também se manifestado pela realização do jogo e contrário às posturas do Flamengo: “Os regulamentos são claros, com previsão de penas gravíssimas: os clubes não podem pleitear nem se beneficiar de decisões da ‘Justiça Comum’ que digam respeito à organização das competições”, escreveu em seu Twitter, completando: “Por isso, é bom lembrar: os clubes estão unidos e atentos. Os tempos são outros. Rivais só dentro de campo. A lei é para todos”.

Neste domingo (27), uma matéria publicada pelo UOL relata muito bem a atual situação política do futebol brasileiro. Inicialmente, a irritação dos clubes, exceção ao Flamengo, era com a pressão exagerada feita pelo Rubro-Negro pela volta do público aos estádios ainda em meio à pandemia de Covid-19 neste mês de outubro. Uma reunião realizada no sábado (26), entre os clubes e a CBF, determinou por 19 votos a zero a manutenção dos portões fechados. O Flamengo sequer participou desta reunião.

Mas o que fez explodir o racha dos clubes e CBF em relação ao Flamengo foi a postura do Rubro-Negro ao forçar a suspensão da partida contra o Palmeiras. Isso porque o clube carioca foi um dos primeiros a forçarem o retorno do futebol no auge da pandemia, mas principalmente por ter, de acordo com a CBF, desrespeitado o protocolo médico de segurança estipulado por todos os 20 participantes antes de começar o campeonato. Este alegado desrespeito ficou marcado não apenas nas dezenas de casos de pessoas do Flamengo infectadas pela Covid, mas também por uma foto dos jogadores aglomerados, sem máscaras ou proteções, dentro de um avião após a vitória sobre o Barcelona de Guayaquil pela Libertadores.

A expectativa caso o jogo fosse suspenso ou adiado era de que a maior parte dos clubes iria se reunir para pedir a paralização do Campeonato Brasileiro. No final das contas a decisão do TST permitiu a realização do encontro, mas o cenário político no futebol brasileiro promete novos capítulos nestas próximas semanas.

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