+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais
FBL-AFR-CAF-ASSEMBLY-ELECTIONAFP

Traduzido por

O presidente da CAF viaja para o Senegal... Como será a recepção em Dacar?

As repercussões da final da Copa Africana das Nações de 2025, que não foi concluída, continuam, dando início a um novo capítulo de tensão entre o Senegal e o Marrocos, depois que a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) de conceder o título ao Marrocos "na mesa" uma onda de indignação generalizada no meio esportivo senegalês, além de acusações de falta de justiça na condução do caso.

Desde o anúncio da decisão, o futebol africano vive uma crise sem precedentes, depois que o Senegal decidiu recorrer oficialmente ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), considerando que a desistência de sua seleção da final ocorreu em circunstâncias “de força maior” que não podem ser ignoradas.

Em meio a essa tensão, a CAF tentou amenizar a indignação por meio de comunicados e declarações equilibradas, mas a revolta popular e política em Dacar continuou a crescer, o que levou o presidente da Confederação Africana a agir pessoalmente.

Contexto da crise

A história começou em uma noite tensa na cidade de Casablanca, quando a final entre Marrocos e Senegal foi interrompida após distúrbios nas arquibancadas e confrontos em campo, que terminaram com a desistência da seleção senegalesa, que voltou mais tarde e venceu por 1 a 0.

Posteriormente, a Comissão de Disciplina da CAF decidiu considerar o Marrocos vencedor por 3 a 0, o que provocou uma contestação oficial da Federação Senegalesa, que considerou a decisão “injusta” e exigiu sua revisão.

Apesar de já terem se passado semanas desde o incidente, a CAF não anunciou oficialmente a coroação do Marrocos, limitando-se a deixar o caso em aberto para que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) profira a decisão final.

Leia também: A polêmica volta a acirrar-se... O Senegal se prepara para uma ação judicial que pode mudar o destino do título africano

Motsepe entra em cena

Em meio a esse cenário tenso, reportagens da mídia revelaram que o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, decidiu intervir pessoalmente para conter a crise.

De acordo com o jornalista senegalês Lassana Camara, Motsepe chegará à capital, Dacar, nas próximas horas, em uma visita oficial com o objetivo de acalmar os ânimos e abrir canais de diálogo com as autoridades senegalesas.

Espera-se que o presidente da CAF se reúna, na terça-feira, com vários dirigentes da Federação Senegalesa de Futebol e representantes do governo, numa tentativa de restabelecer a confiança entre as partes e preparar o terreno antes de quaisquer novas medidas legais.

Mensagem de acalmia de Cairo

Motsibi havia dado a entender essa visita durante a coletiva de imprensa que deu em Cairo no dia 29 de março passado, após a reunião da Diretoria Executiva da CAF, afirmando que trabalharia para “consertar o que puder ser consertado” por meio de visitas ao Senegal e ao Marrocos.

Ele disse na ocasião: “Não permitiremos que o futebol cause tensões na relação histórica entre os povos marroquino e senegalês”.

Publicidade