O Real Madrid não se limitou a incendiar o mercado de transferências com uma série de contratações de peso, mas está agora obrigado a travar outra batalha não menos difícil: a reestruturação do seu plantel atual. Com o clube perto de fechar mais negócios, dispensar alguns jogadores tornou-se um passo obrigatório, o que coloca a direção desportiva perante decisões cruciais que podem alterar por completo os contornos da equipa antes do arranque da nova temporada.
O Real Madrid conseguiu reforçar as suas fileiras com um conjunto de nomes de destaque, encabeçados por Bernardo Silva, Marc Cucurella, Denzel Dumfries e Ibrahima Konaté, elevando ainda mais as ambições da equipa.
E o clube continua a planear acrescentar mais reforços, uma vez que a contratação de Yan Diomande está praticamente garantida, enquanto os responsáveis do clube ficaram finalmente convencidos de que a chegada de Rodri representa a última peça do projeto de José Mourinho.
Mas a concretização deste plano permanece condicionada a um requisito fundamental e inegociável: dispensar vários jogadores antes de finalizar quaisquer novos negócios, segundo noticiou o jornal espanhol "Marca".
O verdadeiro desafio para a direção desportiva não reside em contratar novos jogadores, mas em executar um complexo processo de saídas que abrange diferentes posições da equipa.
Mourinho já delineou os contornos do seu onze ideal, mas alcançá-lo exige tomar decisões difíceis, seja em relação a jogadores que não entram nos seus planos táticos, seja quanto a jovens talentos que precisam de minutos de jogo regulares, ou ainda a nomes cuja venda poderá gerar a liquidez necessária para concluir os restantes negócios estratégicos.
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Asensio, a primeira vítima
Raúl Asensio é o nome mais próximo de deixar o Real Madrid durante o atual período de transferências.
Isto apesar do enorme esforço que o defesa espanhol fez ao longo das férias de verão, tendo cumprido um programa físico intensivo com o objetivo de convencer Mourinho da sua capacidade de permanecer e de inverter uma temporada que se afigura extremamente difícil para ele.
Mas a visão do treinador português é totalmente diferente, uma vez que coloca a contratação de um novo defesa-central entre as suas prioridades e considera que a equipa precisa de uma reestruturação nesta posição, o que faz de Asensio o principal candidato à saída, num momento em que o clube procura a melhor fórmula para concretizar a sua transferência.
Camavinga, um negócio que pode mudar tudo
No meio-campo, as atenções voltam-se para Eduardo Camavinga, que continua a ser um dos jogadores do Real Madrid que mais interesse desperta nos clubes, sobretudo na liga inglesa.
O clube sabe que vendê-lo por uma quantia elevada poderia facilitar enormemente a concretização da transferência do médio que Mourinho considera um elemento fundamental no seu novo projeto.
E apesar de o contrato do internacional francês se estender até ao verão de 2029, e de o treinador não pressionar pela sua saída, o jogador deixou de fazer parte da lista de nomes intocáveis, especialmente após uma temporada marcada por poucas participações e por uma quebra de rendimento.
Ainda assim, o Real Madrid só aceitará dispensá-lo caso surja uma proposta à altura do seu valor técnico e de mercado.
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Gonzalo altera a equação
O ataque assistiu a uma reviravolta inesperada durante o período de preparação para a nova temporada. Depois de estar perto de sair, em virtude de várias propostas recebidas, Gonzalo viu Mourinho mudar por completo a sua posição, após este se convencer de que a equipa não dispõe de outro avançado com as suas características.
O treinador português considera que Gonzalo representa o avançado nato, capaz de obrigar os defesas a recuar, de se impor nos duelos aéreos e de oferecer soluções ofensivas distintas quando os jogos exigem um estilo de jogo mais direto.
Por esse motivo, Mourinho procura convencê-lo a ficar, apesar de não ter tido oportunidades suficientes na temporada passada, sendo a única alternativa natural a Kylian Mbappé.
Endrick e Mastantuono perante a hipótese do empréstimo
A decisão de manter Gonzalo teve reflexo direto na situação de Endrick, que se vê novamente perante uma forte concorrência pela sua posição.
O avançado brasileiro precisa de jogar com regularidade para prosseguir a sua evolução, pelo que um empréstimo surge como uma hipótese fortemente colocada em cima da mesa caso a situação atual se mantenha, para que a sua carreira não estagne numa fase importante do seu desenvolvimento.
O mesmo se aplica ao argentino Franco Mastantuono, que deixou uma excelente impressão em Mourinho desde os primeiros treinos e confirmou possuir o talento que levou o Real Madrid a contratá-lo.
E apesar da grande confiança de que goza dentro do clube, a ideia de o emprestar começou a ganhar força, com o objetivo de lhe conceder a oportunidade de jogar com regularidade e de adquirir a experiência necessária antes de regressar a "Santiago Bernabéu".
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A lição de Nico Paz traça o caminho
Dentro de Valdebebas, os responsáveis evocam constantemente a experiência de Nico Paz, que evoluiu de forma notável após deixar a academia do Real Madrid e viver uma nova experiência longe do clube.
Essa experiência tornou-se um modelo a seguir na gestão dos jovens talentos, já que os responsáveis do clube acreditam que jogar de forma contínua é a melhor forma de acelerar a evolução dos jogadores.
Por esse motivo, começou a pensar-se na mesma lógica em relação a Mastantuono, pois ninguém duvida das suas capacidades, mas a questão que se coloca reside no local mais adequado onde poderá obter minutos de jogo suficientes para lapidar o seu talento.
No final, caberá a José Mourinho resolver este dilema, depois de as suas escolhas técnicas terem contribuído para criar um dos dossiers mais complexos dentro do Real Madrid durante o mercado de transferências de verão.


