Neymar é esperado nesta sexta-feira no CT Rei Pelé para uma conversa que pode definir os próximos meses de sua carreira. O camisa 10 se reapresenta ao Santos após as férias concedidas pela diretoria no pós-Copa do Mundo e terá um encontro "tête-à-tête" com o presidente Marcelo Teixeira e a cúpula do clube - reunião que o Santos aguarda para ter segurança sobre como tratar o futuro do craque.
O contrato vai até 31 de dezembro, mas Neymar ainda não se manifestou publicamente sobre a continuidade após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas. Internamente, há confiança no cumprimento do compromisso, porém o clube se resguarda. A diretoria santista adota cautela ao abordar o assunto publicamente, enquanto aguarda o resultado da conversa para traçar qualquer planejamento mais concreto.
Na reapresentação, o atacante também passará por avaliações físicas e médicas, procedimento padrão com todo o elenco após o período de férias. Com base nos resultados, a comissão técnica definirá uma programação individualizada.
Por ora, não há previsão de retorno aos gramados. O técnico Cuca, em entrevista na noite de quinta-feira, logo após a derrota por 2 a 1 para o Botafogo no Engenhão pelo Brasileirão, foi direto sobre o assunto: "Ainda não tenho uma programação para ele. Ele se reapresenta amanhã. A gente vai analisar, conversar com o jogador, ver junto com a fisiologia e o departamento físico quando vai poder contar com ele."
Nos bastidores, Neymar está de "saco cheio". Os anos de batalha contra lesões e a pressão de carregar o peso de maior estrela do futebol brasileiro na última década cobram seu preço. A possibilidade de aposentadoria chegou a ganhar força, especialmente após a publicação do próprio pai do craque nas redes sociais pedindo ao filho que seguisse a carreira, leitura interpretada por muitos como sinal de que o risco de parar era real. O craque sempre ouviu os conselhos do pai. Desta vez não foi diferente: segundo fontes, a hipótese de encerrar a carreira perdeu força e hoje é considerada remota.
Esse cenário traz algum alívio ao Santos, que convive também com uma dívida acima de R$ 90 milhões com a NR Sports, empresa da família responsável por gerir a imagem do atacante. Mesmo assim, a diretoria acredita que Neymar honrará o acordo até o fim da temporada e contribuirá em uma reta final movimentada: além do Brasileirão, reiniciado na quinta com a derrota para o Botafogo, o time disputa a Sul-Americana e a Copa do Brasil. Três competições, um camisa 10 com futuro ainda em aberto.



