No momento em que o Real Madrid está imerso no debate sobre a necessidade de um atacante no elenco, Álvaro Morata falou sem rodeios sobre a sua saída do clube espanhol para o Chelsea nesta janela de transferências. Em entrevista ao Daily Mail, o espanhol admitiu que gostaria de ter permanecido no Santiago Bernabéu, mas não a qualquer preço.
"Zidane queria que eu ficasse e eu era feliz em Madrid. Mas não podia ficar para ser um reserva. Chega um momento em que você precisa jogar, crescer e deixar a zona de conforto. É tudo sobre estar em uma zona segura. Não quero isso. Sou ambicioso e tenho objetivos. Quanto mais jogar e mais gols marcar, mais tenho chances de ir ao Mundial pela Espanha e ser titular", afirmou.
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O atacante custou cerca de 70 milhões de euros (aproximadamente 300 milhões de reais), se tornando o jogador mais caro na história do clube inglês e o espanhol mais caro do mundo. No time merengue, porém, ele não vinha tendo muito espaço, já que a opção de Zidane para o ataque era Karim Benzema.
Veja outros pontos da entrevista:
Conte: "Me sinto em dívida com ele. Ele me indicou para a Juventus e depois ele saiu para treinar a Itália. Sempre quis jogar com ele depois daquilo. Foram apenas dois meses, mas é como se eu o conhecesse desde sempre. Nesta janela, quando soube que ele me queria, não pensei duas vezes. Fiz tudo o que estava ao meu alcance para a transferência acontecer".
Treinadores: "Na semana passada, vi uma foto da reunião dos técnicos da UEFA e pensei: "Fui treinado por Zidane, Ancelotti e José Mourinho no Real Madrid. Depois com Allegri na Juventus. Agora, estou com Conte. Só faltam Klopp e Guardiola".
Músicas antisemitas: "É definitivamente um assunto complicado. Há muitas maneiras de se divertir em um jogo e encorajar sua equipe ou seus jogadores favoritos. Eu sou contra qualquer música que ofenda as pessoas por causa de sua religião. Não é só para isso, mas precisamos ser o melhor exemplo para as crianças que nos seguem nas arquibancadas e para aqueles que querem ser como nós".
