Libertadores vira choque de realidade para Flamengo e Grêmio

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Na primeira saída do país após a volta do futebol, últimos campeões da Libertadores no futebol brasileiro são dominados e ligam o sinal de alerta
A semana recolocou os clubes brasileiros na rota dos confrontos internacionais e apareceu de forma indigesta para os dois últimos campeões da Libertadores no futebol brasileiro, Flamengo e Grêmio, completamente dominados por seus rivais e voltando para casa com dores de cabeça para além das derrotas, dos três pontos perdidos.

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Ainda que ambos não estejam atuando no melhor nível possível, com desempenho distante dos grandes momentos do passado recente, as visitas terminaram como um verdadeiro choque de realidade, como se pudessem sintetizar as dificuldades e as falhas dos times para quem parou para assistir a principal copa do continente.

Ao levar 5 a 0 do Independiente del Valle, o Flamengo entrou para a história como a maior derrota de um atual campeão nas mais de 60 edições do torneio. O time de Domenec Torrent não viu a bola, principalmente no segundo tempo, quando tentou ir para cima. "Tentamos marcar mais em cima, mas eles jogam muito bem quando têm espaços", admitiu o treinador após a partida.

Depois de um primeiro tempo mais controlado, o Fla voltou do intervalo tentando pressionar com Bruno Henrique na vaga de Diego, mas sofreu mais dois gols; quando vieram Michael e Pedro nas vagas de Everton Ribeiro e De Arrascaeta, levou mais dois. O time decepcionou tática e tecnicamente, sem encontrar as tramas ofensivas e chutando apenas duas vezes no alvo equatoriano, e também emocionalmente, já que não conseguia esboçar qualquer reação diante do ímpeto do time equatoriano. A equipe de Miguel Angel Ramirez finalizou 20 vezes, terminou o jogo em cima e amassou os defensores do título de forma que é difícil de imaginar acontecendo no Campeonato Brasileiro. "Para nós é sempre uma vergonha perder por esse resultado", admitiu o lateral Isla.

Se a partida no Equador escancarou um novo treinador com dificuldades de organizar a equipe, o jogo no Chile tem um cenário oposto no comando técnico. A visita do Grêmio ao atual líder do campeonato local, a Universidad Católica, aconteceu nos dias em que Renato Gaúcho completa quatro anos no comando técnico, fato raríssimo na elite da bola no país. E pressionado como nunca.

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O time tinha desfalques, e ainda perdeu Geromel, machucado, ainda no primeiro tempo, pouco antes dos gols dos donos da casa. Se a derrota por 2 a 0 não é exatamente traumática para os almanaques, a atuação, sim, é um gigantesco sinal de alerta às possibilidades do elenco na sequência da temporada.

O Grêmio fez um jogo muito pobre, com raríssimas chegadas ao ataque, praticamente nenhuma inspiração. Sendo um clube que valoriza tanto a competição e não tem escondido que deposita sua atenção totalmente na Libertadores em comparação ao Brasileiro, geralmente é no torneio internacional que o time cresce, remetendo ao tricampeonato, ao gosto pelo ambiente copeiro e outras imagens do tipo. Desta vez, nem isso.

É nessa disputa que Renato aposta suas fichas e onde alcançou o ótimo futebol na edição de 2017, e agora o tom é de "pior atuação" do ano. Pior que a sequência não é nada fácil. O time gaúcho recebe o Palmeiras pela Série A e depois visita o Internacional pela Libertadores. Não bastasse ser o primeiro clássico após a venda de seu principal jogador, Everton Cebolinha, o Grêmio ainda tem uma turma grande no departamento médico - Maicon, Jean Pyerre, Victor Ferraz, Pepê -, e um enorme problema para a zaga. Kannemann ainda se recupera de lesão, Geromel saiu machucado, David Braz foi expulso e Paulo Miranda ainda cumpre suspensão pela briga no Gre-Nal anterior.

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