Harry Kane, capitão da seleção inglesa, afirmou que o confronto com a rival histórica, a seleção argentina, nas semifinais da Copa do Mundo representa o máximo de emoção e suspense que qualquer jogador poderia almejar, ressaltando, ao mesmo tempo, a necessidade de os jogadores dos “Três Leões” não se deixarem levar se deixem levar pela carga emocional e histórica que envolve esse clássico famoso.
Este confronto tão aguardado traz à memória lembranças do grande duelo histórico entre os dois países, desde o famoso gol com a mão do lendário Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986 até a famosa expulsão de David Beckham, 12 anos depois, na Copa do Mundo de 1998. Os dois gigantes se enfrentam cara a cara em um grande torneio pela primeira vez desde 2005, com os olhos voltados para a vaga na grande final marcada para o próximo domingo.
A seleção inglesa, vice-campeã europeia nas duas últimas edições, busca chegar à sua terceira final nas últimas quatro grandes competições em que participou, ficando a apenas um passo de encerrar uma espera de 60 anos para “trazer o futebol de volta ao seu berço” e conquistar o título mundial que há tanto tempo lhe escapa.
Em declarações à rede britânica “ITV”, Kane expressou seu grande entusiasmo: “Que partida! E que grande ocasião é enfrentar uma das melhores seleções do mundo, a atual campeã mundial, nas semifinais da Copa do Mundo”.
Kane acrescentou: “Em momentos como esse, minha memória volta à infância, quando eu era uma criança sonhando com como seria participar de partidas tão importantes. Esse confronto representa o auge da emoção do futebol, por isso estou muito animado para esta semana. Acredito que será uma partida excepcional contra um adversário forte e difícil, mas espero que esse confronto traga à tona o melhor de nós”.
Espera-se que o Estádio “Mercedes-Benz” ferva de agitação e entusiasmo amanhã, quarta-feira, para receber este confronto que sempre foi marcado por emoção e polêmica no passado. A partida contará com reforços de segurança rigorosos ao redor do estádio que sediará o jogo, sem separação entre as torcidas das duas seleções nas arquibancadas, embora as raízes desse conflito vão além do campo de futebol, atingindo dimensões políticas e históricas ligadas à Guerra das Malvinas de 1982, cuja soberania britânica a Argentina ainda recusa.
Quando questionado se a equipe precisaria de uma dose extra de disciplina e controle emocional para lidar com a atmosfera dessa noite cheia de emoção, o capitão inglês respondeu: “Sim e não; acho que isso não é algo em que devamos nos concentrar muito no que diz respeito ao contexto histórico do confronto”.
E Kane continuou, explicando seu ponto de vista: “Sim, a história faz parte do jogo, e é sobre isso que vocês, da mídia, vão falar, e os torcedores, sem dúvida, vão reagir a isso; mas, do nosso ponto de vista como jogadores, trata-se simplesmente de um confronto contra uma grande seleção, que se destaca pela inteligência e pelo compromisso tático, e cujos jogadores sabem muito bem como forçar erros e como desacelerar o ritmo do jogo, exatamente como muitas outras seleções que você enfrenta ao longo da carreira”.
Harry Kane concluiu sua fala dizendo: “No fim das contas, a partida é um confronto entre a Inglaterra e a Argentina, duas das maiores nações do futebol competindo cara a cara; dois gigantes se enfrentam na semifinal da Copa do Mundo, e tudo o mais não passa de pequenos detalhes. Temos um foco claro e seguimos um método específico de preparação a cada momento e antes de cada partida, e este confronto não é diferente dos demais. O mais importante é confiarmos em nossa capacidade de alcançar o sucesso e superar esse difícil obstáculo”.
