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Jorge Jesus queria ter sido ‘mais Flamengo’ em apresentação no Benfica

17:15 BRT 03/08/2020
Jorge Jesus Benfica 03 08 2020
Treinador português valoriza trajetória de sucesso e fala em 'causa muito grande' para ter deixado o Rubro-Negro

Jorge Jesus está de volta à casa. Foi apresentado numa cerimônia de gala no Benfica e, como de costume, elevou diversas vezes o tom de voz para exaltar a própria carreira e projetar o futuro. Mas também houve tempo para emoção. Lembrar do Flamengo por muito pouco não arrancou lágrimas do treinador português.

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Tocar ali no sucesso obtido no Rubro-Negro , no entanto, era um assunto bastante delicado. Estava condicionado e muito bem orientado a falar quase que exclusivamente sobre o novo projeto nos encarnados, onde, prometendo “jogar o triplo”, avisou ter para já três grandes desafios: unir os torcedores, recuperar a hegemonia nacional e ganhar na Europa.

“Cheguei de um grande clube, que se uniu ao entorno do treinador a da equipe toda. Por isso, nós ganhamos. Quero agradecer o Flamengo do fundo do meu coração, sobretudo pela forma como fui tratado, a amizade e o amor que tiveram por mim. E agora pensem: o Flamengo tem 50 milhões de torcedores. Teve que haver uma causa muito grande para vir para cá. Eu vim. Estou aqui para voltar a ganhar”, destacou, com os olhos marejados.

Logo após o discurso inicial para diversos jornalistas e convidados de honra, teve de encarar apenas dez perguntas, todas de televisões, sendo apenas uma relacionada diretamente ao clube carioca. Compreendeu a questão, mas disse que, naquele momento, o tema principal do dia era o Benfica. Foi muito curto na resposta.

“Estamos apresentando o novo treinador do Benfica. Entendo a pergunta, mas não tenho que dar conselhos ao novo treinador do Flamengo (Domènec Torrent) , ele vai saber o que fazer. Não tenho nada a dizer. Desejo as maiores felicidades para ele, assim como desejo para mim”, limitou-se.

Mencionou algumas outras vezes o Rubro-Negro durante a entrevista, mas na sequência sempre acabava por colocar (naturalmente) o foco nos encarnados. Era possível notar uma certa “necessidade” de valorizar o passado recente - dentro e fora de campo - no Brasil, o que veio a ser confirmado assim que encerrado o evento.

Em conversa informal com pessoas próximas e já longe do microfone e dos holofotes, não pensou duas vezes ao revelar: “Queria ter falado mais do Flamengo. Merecia mais”.