Dennis te Kloese deixará o Feyenoord em 1º de julho, deixando os cargos de diretor técnico e geral. Ambas as partes concordam que, após 4 anos e meio, é hora de seguir novos caminhos. O Algemeen Dagblad aponta Robert Eenhoorn como candidato, mas o especialista em marketing esportivo Chris Woerts tem suas dúvidas.
“Todo mundo fala de Eenhoorn como o sucessor certo. Mas isso não vai acontecer”, afirma Woerts em tom decidido no programa Vandaag Inside. Johan Derksen quer saber imediatamente por que isso acontece. “Porque ele não cai bem aos conselheiros. O Feyenoord vai agora contratar uma agência de recrutamento e elaborar uma lista de candidatos.”
“Bem, eu confio mais em Robert Eenhoorn do que em todos esses conselheiros juntos”, acrescenta Derksen. “Se você perguntar a dez torcedores quem deve ser o novo diretor técnico, nove dirão Robert Eenhoorn”, Woerts sabe que o ex-diretor do AZ é popular nos círculos do Feyenoord.
Jorien van den Herik foi presidente do Feyenoord durante anos. O ex-presidente do clube de Roterdã vê com bons olhos a chegada de Eenhoorn, que até o verão passado estava vinculado ao AZ. “Para mim, ele seria o principal candidato”, afirma em entrevista à ESPN. “Ele tem um histórico e um currículo impressionantes.”
Van den Herik espera que o Feyenoord abra duas vagas: para diretor técnico e diretor geral. O ex-presidente também se pronuncia sobre a iminente saída de Te Kloese do De Kuip.
“Eu já esperava por isso. Acho que a principal causa é o que ele tem de passar nas redes sociais, essas ameaças. Isso é muito difícil, principalmente para a família dele, eu acho”, diz Van den Herik, que sabe por experiência própria o que pode acontecer com um alto dirigente.
“Os torcedores foram me visitar, no meu jardim em Antuérpia. Só que eu já não morava mais lá. O novo proprietário me ligou: ‘Tem um monte de torcedores no jardim!’ Eu disse: ‘Mande um abraço a eles’”, afirmou o ex-presidente do Feyenoord.


