O técnico italiano Gennaro Gattuso afirmou que o fracasso em levar a seleção de seu país à classificação para a Copa do Mundo de 2026 deixou nele "uma ferida que o acompanhará por toda a vida", ao mesmo tempo em que ressaltou seu apoio sincero ao seu sucessor na comissão técnica, Roberto Mancini.
Gattuso havia apresentado sua renúncia ao comando da seleção italiana em abril passado, após a derrota chocante para a Bósnia e Herzegovina na repescagem classificatória para o Mundial, um tropeço que causou a ausência da Azzurra das finais pela terceira vez consecutiva.
Gattuso, campeão da Copa do Mundo como jogador em 2006, voltou a treinar no nível de clubes pela porta da Lazio em junho, iniciando sua trajetória com uma vitória sobre o Bologna por 1 a 0 na abertura do Campeonato Italiano.
Gattuso disse, em declarações divulgadas pelo site "ESPN": "Passei 10 meses maravilhosos, e os jogadores deram tudo o que tinham sob meu comando. Mas o que aconteceu é uma ferida profunda que ficará comigo enquanto eu viver, porque foi extremamente doloroso".
Sobre o retorno de Mancini à supervisão técnica da seleção novamente em julho passado, Gattuso disse: "Mancini é um grande treinador e possui vasta experiência. Desejo-lhe boa sorte de todo o coração, porque o futebol italiano precisa muito disso. Ele é um treinador competente e já conquistou títulos com a seleção nacional".
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Mancini (61 anos) havia comandado anteriormente a seleção italiana entre 2018 e 2023, quando conquistou o título da Eurocopa antes de fracassar na classificação para as finais da Copa do Mundo de 2022.
Mancini não foi a primeira opção da Federação Italiana; o nome de Andrea Pirlo despontou como candidato de destaque após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, mas investigações relacionadas a um contrato de patrocínio de Pirlo com uma empresa de apostas impediram a concretização da contratação. Ao mesmo tempo, a liga do Campeonato Italiano preferiu a opção de contratar Antonio Conte, antes de a escolha da Federação recair finalmente sobre Mancini.



