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Alexandre Gallo Vitoria Botafogo Brasileirao Serie A 14062017Mauricia da Matta/EC Vitória

Gallo fala sobre período sem trabalhar e exalta aproveitamento como técnico

O treinador Alexandre Gallo aproveita o período sabático para estudar futebol e viver intensamente as competições mundo afora. Livre no mercado da bola há seis meses, tem estudado a possibilidade de trabalhar fora do Brasil no próximo ano.

Em entrevista exclusiva à Goal, Gallo falou sobre o seu aproveitamento como treinador - 57,18% -, e explicou o que tem feito durante o período em que está livre no mercado da bola.

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"Na verdade, quando a gente está fora do mercado, a gente vive muito mais intensamente o futebol do que quem está dentro. Quem está dentro, vive o seu local. Quem está fora do mercado, não está vivendo o campeonato. Outra coisa que acontece bastante é que na Europa, Guardiola, Zidane, esses caras, eles param um, dois anos, e acham legal isso aí. Quando o treinador para seis meses no Brasil, ele é tido como fora do mercado", disse.

Os números de Gallo são superiores aos de alguns nomes que atuam na elite do futebol nacional e na Série B. Com 57,18% de aproveitamento, o técnico está à frente de Marquinhos Santos (48,32%), Lisca Doido (46,9%), Jair Ventura (34,73%) e Eduardo Barroca (34,02%).

Gallo explica ainda que esteve perto de três clubes recentemente, mas não obteve êxito nas negociações: "Eu tive duas propostas da Série B, uma foi do Brusque e outra do Brasil de Pelotas. E eu tive um contato bastante intenso com o Al Nassr, dos Emirados Árabes, que acabou levando o [Rogério] Micale. Tive três reuniões com eles, mas as coisas acabaram não andando. Eu queria que isso acontecesse. Às vezes, o dirigente entende que ele tem que contratar quem está dentro do campeonato. Eu não falo por mim, mas por outros treinadores também. A gente vive muito mais intensamente quando está parado do que quando está trabalhando. Eu estou parado há seis meses".

Veja outros trechos da entrevista de Alexandre Gallo à Goal:

Passado como gestor: "Eu acho que agrega como treinador. Eu fiz cursos para isso, trabalhei como coordenador de todas as categorias. Eu vivenciei as duas situações. Depois, em 2018, fui para o Atlético em um ano de austeridade financeira, não tinha dinheiro para nada, foi difícil para a torcida entender isso. Conseguimos levar o time para uma Libertadores e vendemos 23 milhões de euros em ativos do clube, Bremer, Marco Túlio, Róger Guedes... Fizemos uma grande reformulação, saíram jogadores caros, como Robinho, Fred, Felipe Santana, Roger Bernardo... Mesmo com a reformulação, fomos para a Libertadores".

"Isso é importante porque você sabe todos os pontos e condições que um time pode trazer para dentro de campo. O jornalista de esportes trabalha às vezes como comentarista, narrador, você tem que estar preparado para tudo. Foi isso que pensei quando migrei para gestor na seleção brasileira e no Atlético".

Intenção de trabalho: "Eu estava bem voltado para sair esse ano. Logo que saí do Botafogo, recebi uma proposta do Saprissa, da Costa Rica, o maior clube do país, mas eles acabaram migrando para outro nome, porque mudaram o gestor lá. Estou aberto para qualquer situação que me dê o mínimo de condição de trabalho. O Brusque era um clube que eu queria ir, mas não nos acertamos financeiramente, é um clube com pessoas sérias no comando. Não posso estar aberto para qualquer situação que me dê o mínimo de condição de trabalhar".

Trabalhar apenas em 2022: "Sim [quero trabalhar no ano que vem], até porque qualquer clube que eu assuma agora é visando o ano que vem. A gente conhece todos os clubes do Brasil, Série A, Série B. Qualquer projeto de agora é visando a próxima temporada".

Estilo de futebol: "Eu sou um treinador que sempre gostei de um futebol agressivo, transição rápida, usar triangulações laterais e fazer o jogo com bastante intensidade. No Brasil, depende dos elencos que você tem em mãos. Temos bons treinadores aqui no Brasil, temos que aceitar os estrangeiros também. Quem tiver capacidade tem que se estabelecer".

Fã de Klopp: "Eu gosto do estilo do Klopp, do Liverpool, ele tem um jogo bastante agressivo, jogo de imposição, que usa a parte física e a parte técnica, os jogadores são muito bons. Eu gosto bastante dele".

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Perguntas frequentes

A primeira edição do Campeonato Brasileiro por pontos corridos foi disputada em 2003, ano em que o Cruzeiro se sagrou campeão.

Não. Em 2003 e 2004, o Campeonato Brasileiro tinha 24 times, número que baixou para 22 na edição de 2005. Desde 2006, 20 equipes participam da Série A do Brasileirão.

Desde 2016, os seis melhores times do Brasileirão garantem uma vaga na Copa Libertadores do ano seguinte, sendo que os quatro primeiros vão diretamente para a fase de grupos e os outros dois disputam a pré-Libertadores.

Considerando toda a história do Campeonato Brasileiro, Roberto Dinamite, com 190 gols em 328 jogos, é o maior goleador da competição.

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