Estêvão está afastado dos gramados desde o dia 18 de abril por conta de uma grave lesão no bíceps femoral da coxa, problema que o tirou da reta final da temporada pelo Chelsea e também da disputa da Copa do Mundo de 2026 com a seleção brasileira. Durante o período de recuperação, o jogador retornou ao Brasil para realizar parte do tratamento, utilizando as estruturas do CT do Palmeiras no processo de reabilitação.
Recentemente, o jogador de 19 anos participou de um culto na igreja que frequenta em Franca, interior de São Paulo, onde revelou detalhes sobre sua evolução física e surpreendeu ao relatar o resultado dos exames mais recentes. Segundo Estêvão, uma nova ressonância realizada há poucas semanas mostrou uma recuperação acima do esperado pelos médicos responsáveis por seu acompanhamento.
"Duas semanas atrás fiz a segunda ressonância e o médico perguntou se eu estava com dor, com alguma coisa. E eu falei: 'não doutor, estou super tranquilo, acho que até dá para jogar já' (risos). E ele falou: 'É, dá para perceber mesmo'", começou.
O atacante explicou que a reação do médico foi de surpresa ao analisar as imagens do exame, já que a estrutura muscular apresentou uma evolução considerada incomum para o estágio atual da recuperação.
"Ele me mostrou a imagem do exame e disse que não via mais nenhuma lesão. Ele falou que não sabe o que aconteceu, porque no prazo que está não deveria estar daquele jeito tão bem estruturado como está. Ele falou que nem sabia por que os médicos queriam que eu fizesse a cirurgia", continuou.
A lesão sofrida por Estêvão foi considerada uma das mais graves de sua carreira até o momento. O atacante rompeu cerca de 80% do bíceps da coxa, situação que levou integrantes do departamento médico do Chelsea a recomendarem um procedimento cirúrgico para acelerar o processo de recuperação e minimizar riscos futuros.
Apesar da orientação inicial do clube inglês, o jogador optou por seguir um caminho diferente após conversas com a família, priorizando um tratamento conservador.
"Tive uma lesão que rompi 80% do bíceps da coxa e os médicos do Chelsea queriam que eu operasse, inclusive o dono do Chelsea disse que queria que eu operasse. Mas juntos com meus pais, e sempre falo que é muito importante ter as pessoas que você ama do seu lado, porque é muito difícil tomar essas decisões sozinho, porque está cercado de muitas pressões e outras coisas, optei por não fazer cirurgia", finalizou.
A recuperação acelerada tem sido encarada como um sinal positivo para o retorno do ponta aos gramados nos próximos meses. Considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro de sua geração, Estêvão vinha ganhando espaço no Chelsea antes da lesão e era visto como um dos principais jogadores da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026.
Fora do Mundial por conta do problema muscular, o jovem agora concentra esforços na reta final da recuperação para voltar aos treinamentos em campo e iniciar a próxima temporada europeia em plenas condições físicas. O Chelsea acompanha de perto a evolução do brasileiro, que segue realizando trabalhos específicos enquanto aguarda liberação para retornar às atividades competitivas.


