Pouco depois de se juntar à Juventus em julho de 2015, Paulo Dybala voltou ao Palermo porque perdeu os seus amigos de Sicília.
"Um dia, experimentei algo estranho. Nós fomos à praia e fui nadar, mas quando eu estava prestes a sair do mar, vi que todas as pessoas estavam me esperando na beira.".
E não foi para reclamar da sua saída por 40 milhões de euros paraTurim, mas para parabenizá-lo. Para Dybala, foi, no entanto, uma visão surreal. Mas então, o argentino tem um efeito bastante único sobre as pessoas.
A constatação ocorreu no último domingo (17), no estádio Mapei. O jogador decidiu o duelo para a Juventus com um hat-trick - o seu segundo na temporada -, e os mais de 20 mil torcedores presentes, se sentiram obrigados a aplaudí-lo quando foi substituído nos cinco minutos finais.
Ali, eles perceberam que algo especial aconteceu. Alguém especial.
Além dos três gols, o feito também significava que Dybala havia balançado as redes em seis jogos consecutivos do Campeonato Italiano pela primeira vez em sua carreira.
Isso tudo, poucos dias depois de ser ofuscado por Lionel Messi durante o duelo na Champions League, quando a Juventus foi derrotada por 3 a 0 no Camp Nou. O jogador foi novamente comparado o camisa 10 argentino.
"Messi tem sua história, eu tenho a minha. Somos dois jogadores diferentes", afirmou Dybala na ocasião.
No entanto, as semelhanças são óbvias: o pé letal esquerdo, os chutes rápidos. Mas, como Fabio Capello apontou, a comparação é injusta, já que Messi está jogando a um nível, que poucos alcançaram na história - e, tem feito isso há mais de uma década.
Ainda melhor, Dybala sabe que não é perfeito, mas ele é um perfeccionista. Entende o quanto ele ainda tem para melhorar, e tem trabalhado duro para melhorar a destreza com o seu pé direito.
