Paulo Dybala, 23 anos, será titular do time da Juventus, na final da Champions League, contra o Real Madrid, no sábado (3), às 15h45 (de Brasília), em Cardiff. O argentino, frequentemente comparado com Lionel Messi, rejeitou semelhanças com o camisa do Barcelona, e revela ser um fã do Brasil.
"Não gosto de valentões, de jogadores mal-intencionados, dos que vivem de excessos, dos que pensam que se justifica fazer o que não é certo porque assim alguém falará deles. Minha imagem é importante para mim. O que há de errado em tentar ser decente? Não me jogo na área, não procuro o pênalti", disse Dybala ao El País.
"É possível fazer algo pelos outros sem ser um infeliz e nem estar furioso; sem cuspir para a vida. Eu gosto daqueles que têm estilo, como Federer e Bolt; das pessoas que te comovem, e também de Agassi pela forma como ele se antecipava com seus golpes", acrescentou ele.
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Goal"No jogo das comparações, me comparam com Messi, mas eu não tenho de evitá-lo. Ele já fez; eu estou fazendo. Na seleção, quero ganhar com Messi, não no lugar dele. O jogo é estarmos juntos, nunca perder ninguém", afirmou o atacante.
Apesar de ser apontado como sucessor de Maradona e Messi na Argentina, o já craque em Turim é fã de Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Rival. Após balançar as redes, o jovem comemorava com a mão no rosto, como se fosse uma máscara. Ele explicou o gesto.
"Gosto da facilidade, da alegria com que se divertem com a bola. Sempre admirei Ronaldinho e a ideia de que o jogo seja magia e não sofrimento. A primeira Copa do Mundo que vi pela televisão foi a de 2002, a final entre Alemanha e Brasil. Estava com os três "R", Ronaldo e Rivaldo também. A diversidade deles era genial. Gosto de tudo que representa o oposto de mim", apontou ele.
"Nasceu de um erro, de um pênalti que perdi contra o Milan na final da Supercopa, em Doha. Não foi um momento alegre. Pelo contrário, eu me senti decepcionado, especialmente por mim mesmo, não conseguia me recompor. Quando olhava para os outros, me sentia culpado. Então publiquei a frase de Michael Jordan que diz que alcançou o sucesso porque falhou mil vezes na vida. A máscara é a de "Gladiador", um filme que vi 30 vezes. Na vida você tem de voltar a se levantar e lutar, mas também entender que há guerras inúteis", concluiu Dybala.




