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Rodrigo Caetano, executivo de futebol do Atlético-MG 2021Pedro Souza/Atlético-MG/Divulgação

Diretor do Atlético-MG descarta grandes contratações: "Realidade não é essa"

O torcedor do Atlético-MG que se acostumou com muitas contratações e reforços de peso nas últimas temporadas terá que diminuir a expectativa. Pelo menos por enquanto. Esse é o discurso do diretor de futebol Rodrigo Caetano. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o executivo atleticano explicou que a realidade financeira do clube é delicada por causa da diminuição de receitas.

“Vou repetir algo que talvez ninguém goste de ouvir. O elenco do Galo foi montado ao longo de 2020 e 2021. A pandemia não acabou, as receitas do clube não retornaram. Pelo contrário, elas tendem a diminuírem ainda mais. As receitas entraram no início de 2021 ainda por conta de 2020, como a premiação do Campeonato Brasileiro do ano passado”, explica.

Além da perda de receitas com bilheteria desde março de 2020, o Atlético-MG se viu obrigado a fazer pagamentos que chegaram a R$ 70 milhões referentes a dívidas na Fifa. Com isso, o clube precisou frear a busca por reforços.

Rodrigo Caetano apresentação Atlético-MGPedro Souza / Agência Galo / Atlético

“Eu adoraria seguir contratando, seguir fortalecendo o elenco, mas a realidade do Galo não é essa. Não vou onerar ainda mais o clube na situação delicadíssima que nós enfrentamos”, completou Caetano.

A diretoria do Atlético-MG não esconde a necessidade urgente de vender atletas na janela de transferências da Europa. Nesse caso, o diretor Rodrigo Caetano garante que o clube irá buscar peças de reposição.

“Cabe a nós trabalhar com responsabilidade, sabendo que teremos que vender atletas, como os demais clubes. Se, por ventura, perdermos alguém, é nosso trabalho tentar a reposição. Mas eu não vou ficar prometendo contratação em um momento bastante delicado financeiro que o clube atravessa”, explicou.

O Atlético-MG terá um alívio na folha salarial após as saídas do atacante Diego Tardelli e do zagueiro Bueno. Ambos não tiveram os vínculos renovados. Até aqui não houve reposição.

Casos de Covid e tropeços no Brasileirão

Hulk Atlético-MG 11 04 2021Pedro Souza/Atlético-MG

O Atlético-MG teve três tropeços seguidos no Campeonato Brasileiro: empate contra a Chapecoense e derrotas para Ceará e Santos. Dos últimos nove pontos possíveis, o time mineiro conquistou apenas um. Nesse período, a equipe comandada por Cuca chegou a ter 14 desfalques por causa de ausências por atletas na disputa da Copa América e um surto de CovidRodrigo Caetano atribui à questão psicológica essa queda de rendimento da equipe:   

"É claro que, principalmente por aquele jogo contra a Chapecoense e a sequência, não tem como psicologicamente não ficar afetado. Não é nem pelo medo, é porque você vê seus colegas não podendo trabalhar, o que nos faz apertar um pouquinho mais os protocolos médicos. É natural que tenhamos que sair de uma rotina normal para mais cuidados. Isso fragiliza, mas vamos tirar força desses episódios", argumenta. 

Quando o Atlético-MG teve os desfalques por conta das Eliminatórias, Copa América e seleção olímpica, Rodrigo Caetano e o técnico Cuca decidiram não pedir à CBF adiamento de jogos do time por confiar no elenco. Porém, Caetano explica que a soma de ausências com os jogadores afastados por conta da Covid inviabilizou a sequência de vitórias:  

“Obviamente, ninguém aqui está satisfeito com as duas derrotas seguidas na competição em que nós entramos para vencer. Mas não dá para isolarmos os fatos que têm acontecido. Tivemos 14 ausências no mesmo período. Temos um elenco de 33 atletas, então estamos falando de algo próximo de 45% dos jogadores que não estiveram à disposição do Cuca. É muita coisa”, completa o diretor. 

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