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Destaque do Cruzeiro, Alisson sonha com Juventus ou Manchester United e exalta Hazard

Se o ano de 2015 é totalmente diferente dos anteriores e o Cruzeiro não vai conquistar um título sequer, existe ao menos um motivo para o torcedor celeste comemorar: Alisson. O garoto, de apenas 22 anos, superou as lesões que o atrapalharam no início da temporada e se firmou como um dos destaques da Raposa neste segundo semestre, com boas atuações e grandes jogadas, e é uma promessa que cada vez mais se confirma como realidade.

O talento do meia-atacante, porém, não é novidade. Alisson é figura tarimbada nas Seleções Brasileiras de base, inclusive conquistando títulos, e já vinha recebendo chances no time estrelado há algum tempo, participando das conquistas recentes.

Alisson disputa bola com Coman, hoje no Bayern de Munique (Foto: Jean-Francois Monier/AFP/Getty Images)

O garoto também é muito simples, humilde, cheio de sonhos e gente boa. Em bate-papo exclusivo com a Goal Brasil, Alisson contou histórias engraçadas, falou sobre o instável ano celeste em 2015, Seleção Brasileira e muito mais. Confira:

Você é presença constante nas seleções de base, tem ido bem e recebido muitos elogios, assim como no Cruzeiro. Como é ter essa moral nas seleções brasileiras de base e estar sendo sempre convocado?

É um privilégio muito grande estar jogando na Seleção Brasileira, no país que produz vários jogadores de qualidade, eu me sinto privilegiado de estar vestindo esse manto tão desejado por todos e tento aproveitar da melhor maneira possível todas as oportunidades que venho tendo.

Qual jogo, jogada ou gol pelas seleções brasileiras de base te marcou muito?

O gol que eu fiz na final em Toulon contra a França, que ganhamos de 5 a 2. Estávamos perdendo de 1 a 0, senão me engano, com gol do Bahebeck, aí eu fiz o gol de empate, após receber um grande passe do Dória. Foi um gol que ficou marcado pra mim com a camisa da Seleção.

Alisson celebra o gol sobre a França na final do Torneio de Toulon (Foto: Christopher Lee/Getty Images)

Tem algum jogador brasileiro ou estrangeiro que você enfrentou na base e já estourou no profissional, como você, que já é como titular, peça importante e está jogando muito bem no Cruzeiro?

Ah, tem o Marquinhos, né, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente e jogar com ele no Torneio de Toulon. Ele, como todos sabem, está em grande fase no PSG, indo para a Seleção Brasileira principal e joga muito. Estrangeiro tem o Bahebeck, que também está no PSG (atualmente emprestado ao St. Étienne). Nessa temporada ainda não vi nenhum jogo dele, mas é um jogador que eu também admiro muito.

Qual grande sonho que você tem na sua carreira?

Estou sempre falando com a minha família, pra minha esposa aqui dentro de casa, com os meus amigos, que um dia quero estar jogando em um grande time da Europa. Também quero conquistar as Olimpíadas, que é o único título que a Seleção Brasileira não tem. As expectativas são muito boas para conquistarmos esse título. Espero continuar fazendo bons trabalhos quando for chamado, mas primeiramente pensando no Cruzeiro também, porque se eu fizer meu trabalho bem feito no Cruzeiro com certeza vou ser lembrado na Seleção. Então, acho que as expectativas são muito boas e eu tento fazer de tudo para que na lista final eu possa estar entre os convocados.

Existe algum clube especial, que você gosta muito de acompanhar, joga muito no videogame e gostaria de defender?

Às vezes eu fico brincando (no videogame), mas tenho muita vontade de jogar na Inglaterra ou na Itália. Acho que a Juventus é uma grande equipe. O Manchester United também é um time que eu admiro muito. Então, acho que esses são os dois que eu gostaria muito de jogar, mas é lógico que se aparecer outro clube da Europa ou alguma proposta interessante para mim, para o Cruzeiro e para a minha família, eu vou estudar e jogar, sou profissional. Mas esses dois aí estão ótimos (risos).

O que você gosta de fazer fora de campo?

Eu fico bastante em casa com a minha esposa. Quando tem folga, o que é difícil (risos), saímos para passear e comer alguma coisa. Gosto muito de jogar videogame também e fico muito com os meus amigos lá do salão, que são grandes parceiros, na nossa religião, que é Testemunhas de Jeová. Então, estamos sempre junto com eles, fazendo essa pregação, para as pessoas conhecerem um pouco mais de Deus.

Além de jogar videogame, os passeios e a religião, tem alguma brincadeira, alguma coisa para descontrair que você gosta? Sabe tocar algum instrumento?

Cara, instrumento eu não sei nenhum (risos). Outro dia tentei aprender a tocar violão, cavaquinho, mas a preguiça não deixa não. Me parecem difíceis demais (risos).

Mas tem algum estilo de música que você gosta mais? 

Gosto muito de sertanejo.

Agora tá na moda mesmo...

É verdade, em Belo Horizonte então, nem se fala (risos).

Tem algum cantor ou alguma dupla favorita?

Henrique e Juliano!

Falando do Cruzeiro, o time está numa fase inconstante. Como você avalia essa troca no comando e o começo de trabalho do Mano Menezes?

Acho que passaram grandes treinadores aqui, como foi o caso do Marcelo (Oliveira) que me deu a oportunidade de aparecer no Cruzeiro. É um cara que eu agradeço por tudo que fez por mim. Depois teve a chegada do Vanderlei (Luxemburgo), que é um excelente treinador, mas infelizmente acabou não dando certo e ele foi embora. Agora, mesmo com o pouco tempo de trabalho e tudo o que vem acontecendo com a nossa equipe, o Mano (Menezes) tem nos ajudado muito.

Tivemos um crescimento nesses últimos jogos. Ele é grande treinador, com passagem pela Seleção e sempre quer mostrar a melhor situação para você dentro de campo. Ele sempre está conversando, brincando... É um cara espetacular e tenho certeza que com a chegada dele, e com esses últimos jogos de crescimento, temos tudo para sair logo dessa situação ruim e já começar a pensar um pouco no ano que vem, e aí sim começar a pensar em buscar títulos que é onde o Cruzeiro merece estar brilhando.

Tem alguma coisa especial, algo que te chamou atenção no trabalho do Mano Menezes?

Sim. Acho que ele é um cara que está sempre conversando com a gente dentro de campo. Ele sempre para o treino e tenta mostrar a melhor situação. Ele conhece e estuda muito as outras equipes, como ele sempre destaca, então, acho que é muito na base da conversa, ele sempre está comentando e nos mostrando e ensinando as coisas. Esse é um ponto que gostei muito nele, porque ele sempre está querendo nos mostrar as situações que vamos enfrentar no campo.

Confira as estatísticas de Alisson no Brasileirão 2015:

O que o Mano, ou então outros treinadores que você queira citar, te ensinaram que te ajudou a evoluir?

Acho que os três (Mano, Luxemburgo e Marcelo) me ajudaram muito em um ponto em comum que foi me dar total liberdade para tentar uma jogada individual, mas sempre no momento certo e também com responsabilidade. Eles sempre falaram isso comigo. Um ou outro me ensinou alguma coisinha diferente, é claro, mas com certeza fui encaixando no meu jogo e melhorando o que precisava melhorar, e com o Mano não está sendo diferente. Estou aprendendo muito com ele, como foi com o Marcelo e com o Luxemburgo. Mas acho que eles me darem liberdade e confiança para tentar fazer jogadas individuais foi o principal.

De bicampeão brasileiro e finalista da Copa do Brasil, o Cruzeiro passou a lutar contra o rebaixamento e perdeu classificações que pareciam quase certas na Libertadores em dois anos seguidos. O que você acha que aconteceu? Foi apenas o desmanche do time ou tem algo mais?

Olha, se eu não me engano, foram dois anos seguidos que saímos nas quartas de final (da Libertadores. Em 2014 para o San Lorenzo e em 2015 para o River Plate, ambos campeões). Neste ano, conseguimos um ótimo resultado contra o time que foi campeão (1 a 0 fora de casa contra o River). Ganhamos deles lá dentro com muita dificuldade e conseguimos trazer uma boa vantagem para o Mineirão, mas acabou que deixamos escapar (os Millonarios venceram por 3 a 0 no Gigante da Pampulha).

Mas acho que como você mesmo disse sobre o elenco, acabou atrapalhando um pouco a saída de vários jogadores e as mudanças de treinadores. Nós, jogadores, ficamos um pouco perdidos porque é um grupo novo, de muita qualidade, que tem jogadores espetaculares, mas que ainda está se encaixando. Saíram bons jogadores, entraram bons jogadores, mas o que atrapalhou foi isso mesmo. O encaixe que a gente já tinha, a confiança que tínhamos um no outro, já sabendo o que o outro ia fazer porque estávamos juntos há muito tempo se perdeu. Então, acho o desmanche atrapalhou sim. Mas com certeza, no próximo ano, o Cruzeiro vai sair dessa situação e brigar pelos títulos novamente.

(Foto: Fred Magno/Light Press/Cruzeiro)

Qual é o seu ídolo? Existe algum jogador em que você se espelha?

Eu gosto muito do Hazard, do Chelsea. Eu fico vendo os lances dele e me espelho muito nele também. Sou muito fã dele.

Tem algum outro jogador que você gosta bastante também? Atual ou até mais antigo? 

Tem o Tinga (ex-volante do Cruzeiro), que foi um paizão pra mim, pela história que ele teve fora do Brasil e até mesmo aqui no Brasil. Ele tem o respeito de todos e é um cara que eu também me espelho por tudo que ele fez também. Tento fazer tudo para que eu possa ser como uma pessoa como o Tinga é e sempre vai ser, e também pela humildade que ele tem. 

Quem é o seu grande amigo no mundo da bola?

Cara, eu tenho dois que são grandes amigos, amigos de verdade, de amizades de longa data. São o Mayke e o Vinicíus Araújo. Com certeza quero levar essas amizades para o resto da vida. Nós fomos companheiros na base e conheço o Vinícius desde 2007 e o Mayke desde 2009.

Para terminar e te liberar, quero que você conte duas resenhas. Uma sobre o Cruzeiro e outra sobre as seleções de base.

Putz (risos). Resenha boa do Cruzeiro? Deixa eu ver... Acho que foi em 2013, quando a gente foi jogar contra o Vitória. Tava esperando o jogo, senão me engano, não me lembro quem era o segundo colocado, e acabou que o nosso jogo foi para o intervalo e tinha acabado a partida do adversário que estava brigando pelo título brasileiro também. E acabou que eles tinham empatado, e o empate já daria título para o Cruzeiro com quatro ou cinco rodadas de antecedência.

(Foto: Pedro Vilela/Getty Images)

Nós saímos do vestiário já sabendo que éramos campeões. Então, quando voltamos para o segundo tempo, já foi todo mundo brincando. Tinha jogo, mas parecia que aquilo ali já tinha virado uma festa (risos). Foi um momento muito legal, onde todo mundo jogou brincando. Saindo do vestiário, começamos até a brincar, falando que íamos trocar de posição e camisa com o outro (risos). Mas claro que foi tudo na base da brincadeira e depois voltamos para o jogo com seriedade e conseguimos a vitória. Acho que foi bem bacana. 

Na Seleção, teve uma muito boa, que quase todo mundo caiu e se machucou (risos). Estavam eu, Douglas Santos, Luan, Lucas Silva, Rodrigo, acho que o Adenilson também... A gente subiu naqueles carrinhos de golfe. O carrinho era pequeno, mas a gente tentou subir junto mesmo assim (risos). Só que o carrinho não aguentou, virou e quase que geral caiu (risos). Por sorte, ninguém se machucou, imagina? (Risos).

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