Depois de seis anos, Daniel Alves se despediu novamente do Barcelona. A segunda passagem do brasileiro foi bastante diferente da primeira, mas seu status de ídolo do clube permanece e, por isso, o lateral gostaria de ter sido melhor tratado pelo clube.
Nesta segunda passagem pelo Barcelona, Daniel Alves ficou apenas alguns meses no clube, atuou em 17 partidas e não levantou nenhuma taça. No entanto, o brasileiro segue sendo um dos grandes nomes do clube, e queria ser tratado como tal na hora de seu novo adeus, o que, segundo ele, não aconteceu.
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“Eu não saí triste. Saí feliz por ter voltado ao Barcelona. Sonhei por cinco anos querendo viver esse segundo momento. A única coisa que eu não gostei foi como minha partida foi tratada", disse o lateral ao The Guardian. "Como um culé, gostaria que o Barcelona fizesse as coisas de forma diferente".
O lateral deixou claro que o problema não foi a não renovação de seu contrato, mas sim a forma como sua saída foi tratada pelo clube, como se sua história no Camp Nou não importasse.
"Desde que cheguei, deixei bem claro que não era mais um garoto de 20 anos e que queria que as coisas fossem feitas na minha frente, sem esconder nada. Mas este clube pecou nos últimos anos porque não se importa com as pessoas que fizeram história", explicou o brasileiro.
“Encontrei um clube cheio de jovens com ideias incríveis em campo. Mas precisa melhorar o trabalho fora de campo. A mentalidade é totalmente oposta ao que construímos há alguns anos. Tudo o que acontece no campo é reflexo do que acontece fora", continuou. “Estou torcendo para que o Barcelona volte ao topo, mas é super complicado. O futebol é mais equilibrado, é um jogo coletivo. E isso foi deixado de fora no clube”.
Agora, livre no mercado aos 39 anos, Daniel Alves ouviu de muita gente que talvez seja a hora de ele pendurar suas chuteiras. A aposentadoria, porém, não faz parte dos planos do lateral, que quer aumentar ainda mais sua coleção de troféus e disputar mais uma Copa do Mundo com a seleção brasileira.
“Sei que todo mundo está falando da minha idade, que sou velho, que há 20 anos todos me queriam e hoje não. Mas discordo completamente", disse. "Hoje tenho uma experiência que não tinha há 20 anos. Quando há um grande jogo, os jovens de 20 anos ficam nervosos e preocupados, mas eu não".
"A idade tem seus prós e contras. Há muitas coisas que você faz quando tem 20 anos, mas não faz quando é mais velho. A maturidade vem de apenas viver. Também tenho a experiência de ter vivido quase tudo no esporte", explicou.


