O Corinthians busca no retorno do centroavante Jô, anunciado na quarta-feira como novo reforço da equipe para os próximos três anos, uma saída tentada em duas oportunidades recentes: trazer um atleta de sucesso na posição para sanar uma carência.
Único atleta do clube a ser artilheiro de uma edição do Campeonato Brasileiro, em 2017, o centroavante retorna depois de deixar uma lacuna no seu setor. Primeiro resolvida "eliminando" a função, ela foi preenchida com três nomes diferentes no ano passado, sem o mesmo sucesso.
Em um primeiro momento, com a saída do camisa 7, a solução encontrada por Fábio Carille foi jogar com Jadson e Rodriguinho mais adiantados. Depois, Roger e Jonathas chegaram a ser utilizados, mas quem terminou o ano na função foi o meia Danilo, improvisado.
No ano passado, vários "noves" chegaram. Vagner Love e Boselli foram adquiridos como as "certezas" enquanto Gustagol, depois de um excelente ano no Fortaleza, retornou para ter suas chances. Os três dividiram o ano em lampejos pessoais, mas não passaram perto de dar a segurança obtida com Jô, justamente o desejado agora.
Solução para o setor, Jô chegou um ano depois que Gil pintou como o nome que consertaria a zaga corintiana. Depois de um primeiro semestre com Henrique e Manoel sendo muito criticados, o campeão brasileiro de 2015 foi visto como peça fundamental e, até aqui, tem correspondido.
Outro que passou por isso foi o meia Jadson. Depois de um excelente 2015, foi vendido à China e viu o Timão sofrer sem atletas que desempenhassem a mesma função que ele.
O problema foi diagnosticado por Fábio Carille, que identificou Rodriguinho como substituto de Renato Augusto e trouxe o armador de volta para formar nova dupla no meio-campo corintiano, coroada com o heptacampeonato brasileiro.
Situação financeira diferente
Diferentemente das duas apostas semelhantes, Jô suscitou um debate novo no clube: vale a pena apostar em um jogador mais caro para arrumar a equipe em meio a uma crise financeira desse tamanho? O ponto fundamental foi a divulgação do balanço de 2019, com um déficit de R$ 177 milhões.
No clube, há clara sensação que não se podia perder a oportunidade de trazer um ídolo sem custos de transferência. Para que isso acontecesse, no entanto, foi necessário liberar Vagner Love sem custos para o futebol russo, em acordo realizado no começo do mês.
