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Copa da Itália, o prêmio de consolação que mantém rotinas de Cristiano Ronaldo e Juventus

19:06 BRT 19/05/2021
Cristiano Ronaldo Coppa Italia Juventus 2020-21
Em atuação tímida de CR7, a Juve bateu a Atalanta por 2 a 1 na final e escapou de terminar a temporada sem conquistar títulos importantes

O roteiro prévio da final da edição 2020-21 da Copa da Itália apresentava diferenças de lado a lado. Para a Atalanta, dona de apenas um troféu do torneio (conquistado no longínquo 1962-63), o título teria contornos históricos e materializaria o espetacular trabalho feito pelo técnico Gian Piero Gasperini e seus comandados. Para a Juventus, serviria como prêmio de consolação: para o próprio clube, na sua pior temporada dos últimos nove anos, para o criticado técnico – estreante – Andrea Pirlo... e para Cristiano Ronaldo, que não tem o melhor dos históricos em torneios de mata-mata desde que chegou à Itália.

Eliminada da Champions League e ainda sem estar garantida na próxima edição do certame europeu, ao mesmo tempo em que viu sua hegemonia de nove anos na Itália cair na Serie A com o título da Inter de Milão, a vitória por 2 a 1 sobre a Atalanta motivou a única comemoração considerável para o clube nesta temporada. E mostrou também que, mesmo longe de terem encantado nesta campanha 2020-21, Juve e Cristiano Ronaldo seguem suas rotinas como campeões mesmo quando não vivem os seus respectivos melhores momentos.

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Pelo lado da Velha Senhora, o seu 14º título de Copa da Itália a mantém isolada como clube que mais vezes levantou esta taça. A última temporada em que a Juve ficou sem levantar campeonatos (sem incluir aqui as supercopas) foi há uma década, no curso 2010-11. Para o lado de Cristiano Ronaldo, artilheiro desta Serie A italiana apresentando bom desempenho na liga, o título da Coppa também mantém sua vocação para ser campeão. A última temporada do gajo sem levantar títulos de campeonatos havia sido a de 2014-15, em um raro ano de Real Madrid.

Mas o tom de “prêmio de consolação” se dá por toda a expectativa que tanto Juventus quanto Cristiano Ronaldo despertam. O décimo título consecutivo de Serie A esteve longe de vir e o sonho de Champions League, mais uma vez, terminou precocemente – com eliminação frente ao Porto nas oitavas de final. Sob o comando de um inexperiente Pirlo na área técnica, a Juve foi vacilante e esteve muito longe de encantar ou convencer.

Cristiano Ronaldo continuou, individualmente, muito bem na Serie A, mas irreconhecível na Champions League. Na Copa da Itália, apareceu bem ao marcar os dois gols que eliminaram a Inter de Milão na semifinal... mas seu histórico tímido nesta competição específica (4 gols em 10 jogos espalhados por três temporadas) esteve presente na decisão frente a Atalanta: Kulusevski e Chiesa, duas caras novas desta Juve, foram os autores dos gols e heróis do título. Já o camisa 7, apesar de ter participado do lance do primeiro gol, teve atuação discreta.

Ao menos, o título da Copa da Itália serviu para dar uma leve amenizada na temporada da Juventus – ao menos antes da última rodada de Serie A, que pode decretar a sua presença ou ausência na próxima Champions League – e conceder a CR7 um título inédito em seu laureado currículo. E a dúvida que fica é óbvia: será sua última taça vestindo a camisa do time italiano?