Desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, Tite vem fazendo o rodízio com a braçadeira de capitão. Nesta sexta-feira(23), quem terá a honra de usa-lá pela primeira vez é o goleiro Alisson.
Antes contestado, ele mostrou dentro de campo o porque de Taffarel confiar tanto em seu potencial, em grande fase na Roma, o goleiro brasileiro é alvo de grandes clubes no futebol mundial e será um dos atletas que chegará nas melhores condições para a Copa do Mundo.
Na era Tite, 14 jogadores diferentes já usaram a faixa de capitão(Miranda, Marquinhos, Thiago Silva, Daniel Alves, Marcelo, Casemiro, Fernandinho, Coutinho, Neymar, Willian, Filipe Luis, Renato Augusto, Paulinho,Robinho), ainda que seja um pouco incomum no futebol, faz parte de um trabalho de liderança implementado pelo treinador, que usou a mesma tática no Corinthians.
Para ele, entregar a faixa de capitão é uma forma de estimular a liderança nos atletas e também a responsabilidade. Na entrevista coletiva, ele voltou a explicar os motivos pelo qual optou por agir desta forma também no Brasil.

(Foto: Pedro Martins / MoWa Press / Divulgação)
"Eu também não penso no jogo final, penso no próximo passo, fazer da melhor maneira possível. Tenho um pouquinho de inteligência de saber que só posso chegar lá na frente se o próximo passo for bem feito. Consolidando como equipe, meu lastro como técnico remete a essa forma. Alisson diz que é uma honra, paralelamente é uma responsabilidade maior. De disciplina, alto nível técnico, sendo que cada um tem uma virtude. O Renato tem a capacidade de falar em termos táticos com muita fluência, ele tem esse domínio. Casemiro, Fernandinho, e outros. Alguns têm de forma competitiva no comportamento, na forma de ser. Miranda é um. Dani é um. Outros pela história, terem passado por grandes clubes, pressões, técnicos. Meu sentido de passar a capitania é de orgulho, mas de assumir tua responsabilidade também".
Também pensamendo neste assunto, ele distribuiu livros para seus atletas na concentração da Seleção, antes do duelo contra a Rússia, cujo o tema é justamente a liderança.
"Usei esse artifício como uma característica minha de dar leitura aos atletas desde o Guarani de Garibaldi. Vejo de trocar experiências, uma linguagem do futebol, o atleta se sente motivado a ler. Aqui eu já devo ter dado mais de 10 diferentes. É para fomentar o hábito de exemplos importantes, lideranças, aspectos de equipe. É um desenho da comissão técnica toda, de nós todos que lemos. Para eles refletirem. Eu brinco que o livro é liderar com o coração, se eu pudesse modificar o título seria equilibrar coração e razão. Tem que equilibrar as duas coisas, sou um ser humano e só consigo trabalhar dessa forma. Não consigo trabalhar com a mesma desenvoltura se tenho um problema em casa. E se não estiver qualificado, não estudar o adversário, da mesma forma".
Nesta sexta-feira(23), a Seleção Brasileira encara a Rússia, no amistoso Chevrolet Brasil Global Tour, de olho na preparação para a Copa do Mundo. Quatro dias depois, a Canarinho volta a campo contra a Alemanha, em Berlin.




