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Clima esquenta no Shakhtar, e Taison reforça desejo de ser negociado

16:20 BRST 12/12/2019
Taison racismo Shakhtar 2019
Atacante brasileiro é acusado por companheiro de time de ter forçado suspensão para antecipar as férias

Taison está com os dias contados no Shakhtar Donetsk. Depois de ter pedido para ser negociado, logo após ser alvo de racismo, o atacante agora virou personagem principal de uma forte discussão dentro do elenco, tendo sido criticado duramente pelo volante ucraniano Taras Stepanenko.

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Stepanenko acusa o brasileiro de ter forçado o cartão amarelo no confronto com o Olimpik Donetsk, na semana passada, ficando assim suspenso do último jogo da equipe no ano, diante do Zorya, na próxima sexta-feira, e consequentemente livre para viajar mais cedo de férias para o Brasil - por causa do inverno rigoroso, o futebol na Ucrânia vai ficar parado até fevereiro.

"Critique o que tive que criticar, mas antes olhe os seus próprios erros", escreveu o atacante revelado pelo Internacional, nesta quinta-feira, no Instagram.

Intimidado, principalmente porque sabe que o companheiro de time tem o apoio da diretoria e de boa parte do grupo, Taison, segundo apurou a Goal, reforçou nas últimas horas o desejo de sair do Shakhtar, nem que seja por empréstimo válido por apenas uma temporada.

A princípio, o Shakhtar Donetsk prioriza e sonha com uma venda, entre 20 e 25 milhões de euros. A desvalorização do jogador de 31 anos, no entanto, é um obstáculo, o que pode vir a abrir uma brecha para uma possível cedência.

Hoje, no Brasil, pelo menos três clubes já demonstraram interesse em contratar Taison: Corinthians, Internacional e Palmeiras. Em agosto, vale lembrar, o Milan chegou a fazer uma oferta de 25 milhões de euros pelo jogador, mas não obteve sucesso na investida.