Anderson Barros, querido por atletas e técnicos, chega para pacificar o Palmeiras

Anderson Barros diretor futebol Botafogo 2018
Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Novo diretor de futebol tem credenciais para melhorar ambiente alviverde depois de uma temporada frustrante em 2019

Anderson Barros chega ao Palmeiras para pacificar uma área turbulenta no clube, principalmente após a temporada 2019. Depois de um ano com diversos protestos da torcida mirando o então dono do cargo, Alexandre Mattos, o novo responsável pelo futebol alviverde chega credenciado pelo bom relacionamento mantido por onde passou para o maior desafio da carreira.

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Aos 51 anos, Barros tem na formação acadêmica a sua base, sendo formado em Educação Física pela UFRJ, bacharel em direito pela Universidade Gama Filho e pós-graduado em administração pela Fundação Getúlio Vargas. O trato pessoal, porém, é o que motivou sua chegada ao Palestra Itália. Ele é visto como um conciliador.

Mesmo com uma passagem de poucos frutos pelo Botafogo nos dois últimos anos, ele deixou o clube carioca só porque quis. Sua capacidade de controlar o vestiário mesmo com os atrasos de salário foi exaltada diversas vezes, assim como a habilidade para conseguir trazer reforços. Um exemplo dessa boa impressão são as palavras do técnico Alberto Valentim ao saber da sua saída.

"O Botafogo perde muito, e o Palmeiras vai ganhar muito. Fico triste por um lado, mas também feliz por ser um cara que gosto muito e sei que vai cair dentro de uma instituição organizada e com muita saúde financeira", disse Valentim. O meia Cícero, na sua chegada ao clube, também rasgou elogios ao "importante" Barros.

As palavras elogiosas são padrão quando se aborda o nome de Barros até com dirigentes de outros clubes: uma fonte de um grande clube paulista ouvida pela Goal disse estar até curioso para saber como Anderson vai lidar com um orçamento do tamanho deste do Palmeiras depois de passar seguidos anos em equipes que tinham dificuldade financeira.

Seis vezes campeão estadual, Barros passou os últimos seis anos em processos de reconstrução de clubes que haviam caído para ou voltado da Série B, como o Bahia, em 2013, o Coritiba no ano seguinte, o Vitória em 2015/16, e os cariocas Vasco e Botafogo.

A classificação de maior desafio da carreira se dá também pelo momento em que Barros assume o comando do futebol palmeirense. Apesar de ter passado pelo Flamengo, os anos de 2004 e 2005 estavam muito distantes da pujança econômica apresentada pelos rubro-negros nos últimos anos. Na primeira passagem pelo Botafogo, entre 2009 e 2012, ainda pegou uma época boa com Seedorf na equipe, mas nada perto da capacidade atual dos paulistas.

Será a primeira vez também que ele gere um elenco que disputará a Copa Libertadores. Ele quase fez isso em 2018, mas optou por sair do Vasco e retornar ao Botafogo após ver o Cruz-Maltino assegurar uma vaga na competição. Experiente na função e novato no Palmeiras, Barros sabe que essa é a grande obsessão do clube.

Anderson Barros - currículo:

Clubes:

  • Flamengo (2004-2005);
  • Figueirense (2006-2008);
  • Botafogo (2009-2012);
  • Bahia (2013);
  • Coritiba (2014);
  • Vitória (2015-2016);
  • Vasco da Gama (2017);
  • Botafogo (2018-2019).

Títulos

  • Campeonato Carioca 2004, 2010, 2018;
  • Taça Guanabara 2009;
  • Taça Rio 2012;
  • Campeonato Catarinense 2006, 2008;
  • Campeonato Baiano 2016.

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