Nesta quarta, o Corinthians enfrenta o Internacional pelo jogo de volta da quarta fase da Copa do Brasil. O Corinthians conseguiu uma boa vantagem ao empatar em 1x1 no Beira-Rio e está próximo da classificação. Mas confesso que estou com medo da “soberba” de alguns. Sim, com aspas. Talvez, muitas. Não sei se é soberba ou confiança pelos belos resultados do scratch de Carille nos grandes jogos, mas essa história de DVD ser alimentada por boa parte da imprensa com a torcida botando pilha antes da partida não me atrai.
Depois que classifica, tudo é válido. Mas antes, eu tenho uma cisma.
Cisma de torcedor mesmo. Mais torcedor do que colunista.

Quando você ler esta coluna, o Corinthians pode estar classificado ou eliminado. Mas saiba que, independente do que acontecer, acho que estamos pilhando a partida de uma forma equivocada. O Inter sempre será o Inter, independente da Série que esteja. Um movimento errado e podemos ter problemas, embora o Corinthians possua um retrospecto altamente positivo contra a equipe da Av. Padre Cacique.
O Internacional, bastante desfalcado precisa vencer na Arena Corinthians. Lugar aonde o Corinthians raramente é derrotado. É verdade, um empate em mais de dois gols também serve para o Colorado. Mas aí parece que a missão se torna mais difícil pela ótima fase de Pablo e Balbuena. Sistema defensivo que Fábio Carille fez funcionar com quase perfeição.
O corinthiano tem grandes motivos para ter confiança e já lançar dezenas de provocações com antecedência: o time fez grandes partidas contra o próprio Internacional, e contra o São Paulo, ao vencer a equipe de Rogério Ceni no Morumbi por 2x0.
Ag. CorinthiansMas diferente de Lisca Doido e outras aberrações responsáveis por levar o Internacional para a Série B, Antônio Carlos Zago não é nenhum menino para ser presa fácil em Itaquera. Responsável direto pela montagem do grande elenco de Mano Menezes no Corinthians em 2008, Zago tenta dar cara ao Inter e surpreender o Corinthians de Carille.
Antes da hora é legal a expectativa e o apoio. A zoação eu prefiro esperar.
Que venha a classificação corinthiana contra os gaúchos. Seja como 1995 contra o Grêmio, ou 2009, contra o próprio Inter.





