Após a derrota por 3 a 2 para o Manchester United, o técnico do Liverpool, Arne Slot, mostrou-se totalmente insatisfeito com a arbitragem, especialmente em relação ao gol de 2 a 0 marcado por Benjamin Sesko. O holandês percebe um padrão nesta temporada: as decisões do VAR costumam ser desfavoráveis à sua equipe.
No segundo gol da tarde, o atacante esloveno do United pareceu tocar levemente na bola com a mão. O VAR precisou, portanto, de algum tempo após o gol para avaliar se era válido.
Segundo o VAR, não foi possível determinar que houve mão. Na opinião deles, não havia provas conclusivas de que Sesko tivesse tocado na bola com a mão antes de marcar. O ex-técnico do AZ e do Feyenoord discorda totalmente dessa decisão.
“Acho que foi um toque. Porque se você entende alguma coisa de esportes com bola, sabe que, quando uma bola muda de trajetória, deve ter havido contato”, começa Slot. “Se foi um toque leve, então precisamos discutir no futebol se isso é suficiente para anular um gol”, continua ele.




“Mas a regra é: se foi um toque, o gol deveria ter sido anulado”, afirma Slot, visivelmente irritado, que não limita a discussão apenas a esta partida.
“Acho que nesta temporada não é surpresa para ninguém que, quando o VAR intervém, ou quando há algo que pode ser tanto certo quanto errado, a decisão acaba sendo contra nós. É sempre a mesma coisa”, conclui ele, dando em seguida um exemplo.
"Lembro-me do jogo em casa contra o Paris Saint-Germain, quando foi marcado um pênalti por um leve toque em Mac Allister, mas, claro, o VAR interveio e disse: não, não, não, isso não é pênalti. Uma semana depois, vi o Paris Saint-Germain jogar contra o Bayern de Munique e, exatamente no mesmo tipo de toque leve, eles receberam um pênalti", afirma Slot, que também faz uma autoavaliação.
“Mas não marcamos o segundo gol por causa de uma mão; marcamos porque perdemos a bola em um lugar idiota e, depois disso, perdemos alguns momentos importantes nos duelos”, conclui o holandês.
