Os adeptos do futebol mundial e os apaixonados pela seleção argentina caminham para um confronto emocionante e excepcional, aquele que representa a última cena da trajetória internacional da lenda Lionel Messi.
O capitão da Albiceleste, que anunciou sua aposentadoria do futebol internacional no fim de agosto passado, disputa sua última partida com a camisa da Argentina no próximo dia 6 de outubro, diante da seleção do Benin, na capital Buenos Aires.
Este confronto vem para encerrar uma página histórica, ao longo da qual o oito vezes vencedor da Bola de Ouro disputou 203 partidas internacionais e marcou 125 gols desde sua estreia em 2005, obtendo assim a oportunidade da última despedida diante de sua torcida e em seu solo.
Em declarações à imprensa marcadas pela emoção, o técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, admitiu a dificuldade de controlar os sentimentos nesta noite excepcional, afirmando, segundo informou o site "Foot Mercato": "Será extremamente difícil não chorarmos".
Scaloni reafirmou seu total empenho em dar ao capitão de sua equipe a oportunidade de "se despedir da maneira que ele prefere e deseja". O treinador da Argentina revelou ainda sua intervenção pessoal para organizar esta partida de homenagem, ao explicar: "Fiz a minha parte porque queria estar presente na noite de sua despedida, e como não sei se continuarei no cargo no futuro ou não, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para garantir sua participação neste confronto".
Por outro lado, Scaloni, que comanda a parte técnica da seleção desde 2018 e cujo contrato atual se encerra no próximo dia 31 de dezembro, recusou-se a entrar em detalhes sobre seu futuro como treinador, descartando a existência de qualquer novidade a mencionar nesse assunto no momento. Contudo, ele foi mais claro ao tratar do prêmio da Bola de Ouro, cuja cerimônia está marcada para 26 de outubro na capital britânica, Londres; em um momento em que Messi tem a chance de conquistar o nono prêmio individual de sua história, o treinador argentino definiu sua preferência com toda a clareza, afirmando: "Se for para premiar o melhor jogador de todos os tempos, a questão está resolvida".



