A KNVB retirou Rob Dieperink da partida entre NEC e Go Ahead Eagles, segundo o jornal De Telegraaf. Ele deveria atuar como VAR na partida da VriendenLoterij Eredivisie, mas será substituído por Clay Ruperti. De acordo com a federação, a decisão foi tomada devido ao impacto da cobertura da mídia sobre sua prisão.
O árbitro holandês e oficial internacional de VAR foi detido após a partida da Conference League entre Crystal Palace e Fiorentina, em Londres, sob suspeita de três crimes, incluindo o abuso sexual de um menor. Entretanto, todas as acusações contra Dieperink foram arquivadas pela polícia londrina por falta de provas.
A decisão da KNVB pode ser considerada surpreendente, já que a federação havia comunicado anteriormente ao De Telegraaf que não via motivo algum para retirar Dieperink da partida.
“Rob Dieperink cooperou plenamente desde o início e foi totalmente transparente com a KNVB. Com base em todas as informações disponíveis, não vemos motivo para não designá-lo para partidas do campeonato holandês”, afirmou a federação na sexta-feira.
Dieperink também se pronunciou sobre a situação. “Fico muito triste por ter sido acusado injustamente”, disse ele ao De Telegraaf. “As acusações foram refutadas e o caso foi arquivado após uma investigação adequada e minuciosa. É uma pena que a FIFA tenha decidido não me escalar mais para a Copa do Mundo.”
Dieperink atuou como VAR no dia 9 de abril, durante a partida das quartas de final entre Crystal Palace e Fiorentina. Segundo reportagem do The Sun, “um dirigente da UEFA” teria entrado em contato com um rapaz de 17 anos no hotel e tentado levá-lo para seu quarto. Além disso, teria ocorrido contato físico indesejado.
Durante a partida, o rapaz procurou a polícia. Ao retornar ao hotel, Dieperink foi preso na presença de outros funcionários da UEFA. O holandês foi levado para interrogatório e posteriormente liberado, enquanto a investigação continuava.
Correspondência entre o advogado de Dieperink e a polícia de Londres revela que duas suspeitas foram rapidamente retiradas, conforme confirma o jornal De Telegraaf após análise. Tratava-se de comunicação de caráter sexual com um menor e posse de uma foto ou pseudofoto de um menor. A terceira acusação, a suposta agressão sexual, também foi posteriormente arquivada por falta de provas.
De acordo com as reportagens, Dieperink cooperou plenamente com a investigação desde o início e disponibilizou imediatamente seu telefone e laptop às autoridades. A KNVB foi informada logo após o incidente e decidiu mantê-lo escalado para partidas na Holanda.
No âmbito internacional, a questão tem grandes consequências para Dieperink. A FIFA decidiu não levar Dieperink – normalmente o VAR titular do árbitro Danny Makkelie – para a Copa do Mundo no Canadá, México e Estados Unidos. A federação mundial de futebol afirma querer apenas árbitros de conduta irrepreensível. O francês Willy Delajod acabou sendo adicionado à lista de árbitros como VAR extra.
