Nesta quarta-feira (11), Real Madrid e Juventus entram em campo a partir das 15h45 (de Brasília), para decidir quem avança para a semi da Champions League. No entanto, esse é um duelo que fica marcado por motivos particulares. Mesmo depois de tantas conquistas, um momento em especial deve ficar na mente de Zinedine Zidane. Aquela noite de 9 de julho de 2006, no Estádio Olímpico de Berlim, é vista por todos com um "e se". Nessa ocasião, a pergunta que fica é "E se aquela cabeçada tivesse entrado?". Mas a realidade é outra, a história já foi escrita e o papel de protagonista foi direcionado a outra pessoa, mas não para o francês.
O lance em questão aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação. Zidane tinha 37 anos, mas teve pique suficiente para correr em direção a grande área e se tornar uma referência com seus 1,85 metro. Em uma dessas oportunidades, o lateral-direito Willy Sagnol fez um cruzamento que chegou até a pequena área, perto da marca do pênalti.
Zizou subiu e cabeceou a bola perfeitamente, sem tirar os olhos da bola. Subiu impulsionado pela perna esquerda e parou no ar por alguns segundos, demonstrando grande capacidade física e motora. A bola veio forte, em direção ao meio do gol e estufaria as redes de qualquer goleiro. Pena para ele que, debaixo das traves, estava Gianluigi Buffon. O italiano se esticou como um super-heroi e espalmou a bola com a mão esquerda.
A reação de Buffon foi típica de qualquer goleiro. Levantou-se rapidamente e já estava pronto para o próximo lance. Os companheiros de equipe do goleiro ficaram desatentos por instantes após o lance. Zidane ficou incrédulo com a cena e, minutos depois, seria expulso por outra cabeçada, desta vez no zagueiro da azzurra, Marco Materazzi e, assim, encerrou a carreira nos gramados.
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Após quase 12 anos daquela final de 2006, que Itália e França empataram em 1 a 1 e o título ficou com os comandados de Marcelo Lippi, Buffon e Zidane se reencontram novamente, no jogo de volta das quartas de final da Champions mas, a cada confronto entre os dois, a Copa que o goleiro "roubou" do camisa 10 da França será eternamente lembrada.




