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ش reclamações senegalesas e sudanesas... o caos da CAF ameaça a integridade das competições africanas

A Confederação Africana de Futebol (CAF) encontra-se numa posição delicada, após a sucessão de crises que afetam a sua reputação e ameaçam a credibilidade das competições que organiza, tanto a nível de clubes como de seleções.

Os dirigentes da CAF ainda não se recuperaram do pesadelo do caso da final da Taça das Nações Africanas de 2025, que continua a ser analisado pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), quando surgiu uma nova crise relacionada com o jogo entre o Al Hilal do Sudão e o Renaissance Berkane de Marrocos na Liga dos Campeões.

O que chama a atenção é que a federação senegalesa e o clube Al Hilal se queixaram do andamento dos procedimentos nas audiências realizadas pelas comissões da CAF nos casos controversos em debate, o que levanta pontos de interrogação sobre a competência dessas comissões.

Essas queixas explicam o passo dado pela CAF, que anunciou, no início de abril, que busca alterar os seus regulamentos, bem como os responsáveis pelas diferentes comissões da instituição.

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  • الهلال يكشف كواليس خطيرة

    O Al Hilal Sudanês exige que a CAF o declare classificado para a semifinal da Liga dos Campeões no lugar do RS Berkane, apesar de ter perdido no placar agregado das partidas de ida e volta das quartas de final por 2 a 1.

    O Al Hilal baseia-se na participação do jogador Hamza Moussaoui nos dois confrontos entre as equipes, apesar de estar comprovado que ele consumiu substâncias estimulantes, o que levou o clube a exigir a abertura de uma investigação urgente e abrangente sobre o ocorrido.

    O clube sudanês emitiu ontem, quinta-feira, um comunicado contundente, no qual confirmou que os procedimentos da sessão de audiência do Comitê Disciplinar sobre o caso foram marcados por um claro vício jurídico.

    O clube disse em seu comunicado: “O Al Hilal expressa sua profunda preocupação e a mais severa condenação pelo que ocorreu durante a sessão de audiência do Comitê Disciplinar, realizada hoje na sede da Confederação Africana de Futebol, no caso relacionado à elegibilidade do jogador Hamza Moussaoui após a confirmação de um resultado positivo no teste antidoping”.

    E acrescentou: “O que aconteceu durante esta sessão não pode ser considerado apenas uma infração processual passageira; pelo contrário, representa um colapso grave dos princípios básicos do devido processo legal e levanta profundas dúvidas sobre a independência, credibilidade e legitimidade dos órgãos disciplinares da CAF, bem como sobre a integridade do futebol africano em geral”.

    E prosseguiu: “Desde o início, a composição do painel de arbitragem estava eivada de um defeito fundamental. O presidente da sessão, o Sr. Othman Keïn, já havia participado da decisão de suspender a suspensão provisória do jogador em questão — decisão que foi a faísca inicial de uma sequência de acontecimentos que levou a este caso —, o que cria um conflito de interesses claro e inegável. Apesar da nossa objeção imediata, ficou evidente que a outra parte tinha conhecimento prévio da composição do painel e a havia aprovado em uma reunião da qual participou o clube Al Hilal”.

    E continuou: “Durante a sessão, ocorreram graves violações processuais, pois um dos membros do painel declarou não ser capaz de entender a língua inglesa, sem que fosse fornecida uma tradução adequada. Também foi rejeitado nosso pedido para reapresentar ou esclarecer nossas alegações, e nossos representantes foram excluídos de forma repentina enquanto as deliberações e a votação ainda estavam em andamento”.

    E concluiu: “O mais grave é que, enquanto nossa delegação foi afastada, permitiu-se que o advogado da outra parte permanecesse na sessão; e os representantes do clube foram repetidamente interrompidos e impedidos de apresentar seu caso de maneira justa”.

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  • "Algo que suscita dúvidas"

    E o Al Hilal prosseguiu no seu comunicado: “Os procedimentos foram marcados pela falta de transparência, uma vez que as informações essenciais não foram comunicadas por meio dos representantes legais oficiais do clube presentes na sessão; em vez disso, foram transmitidas de forma informal e sem qualquer documentação escrita. O que é ainda mais preocupante é que foi sugerido — sem qualquer justificativa — que o clube mudasse os seus representantes legais, algo inaceitável e que levanta sérias dúvidas sobre a justiça dos procedimentos e a possibilidade de terem sido previamente direcionados”.

    E enfatizou: “O Al Hilal confirma que a audiência foi fundamentalmente falha, careceu de independência e imparcialidade, e resultou numa clara privação do nosso direito de defesa e de sermos ouvidos. A forma como este processo foi conduzido reflete um desrespeito sistemático pelos princípios de justiça e transparência e levanta grandes interrogações sobre a capacidade da CAF de administrar a justiça de maneira objetiva e íntegra”.

    E acrescentou: “Tais práticas não prejudicam apenas o nosso clube, como também minam a confiança na governação da CAF e prejudicam a reputação do futebol africano como um todo”.

  • Pedido urgente

    No mesmo contexto, o Al Hilal apresentou um pedido urgente à CAF para adiar o jogo entre o Renaissance de Berkane e o AS FAR, na meia-final, na esperança de que o clube sudanês obtenha uma decisão a seu favor, o que lhe permitiria participar da partida.

    Segundo um comunicado do clube sudanês, o Al Hilal apresentou um pedido urgente à Comissão de Recursos da Confederação Africana de Futebol (CAF) para adiar o jogo entre o Renaissance de Berkane e o AS FAR, previsto para o próximo sábado.

    O Al Hilal reforçou o seu pedido com “4” artigos do regulamento da Comissão Disciplinar, que justificam as suas exigências urgentes, salientando os grandes prejuízos que lhe seriam causados caso o jogo fosse realizado, mesmo que uma decisão sobre a queixa viesse a ser proferida posteriormente a favor do Al Hilal.

  • جلسة استئناف دون مرافعات

    A queixa do Al Hilal sobre os procedimentos da sessão de audição nas comissões da CAF não é a primeira; anteriormente, o lado senegalês já havia reclamado do mesmo na questão da final da CAN, na qual a Comissão de Apelação reconheceu o direito de Marrocos ao título, antes de os responsáveis dos Leões de Teranga recorrerem ao “TAS”.

    Abdullah Sow, secretário-geral da Federação Senegalesa de Futebol, disse em 18 de março passado, em resposta à decisão controversa, numa entrevista à rede francesa RMC Sport: “A questão não é apenas que seja difícil, é uma farsa! Sim, é difícil aceitar isso, mas mantemos a nossa posição e seguiremos o caminho legal. O Tribunal Arbitral do Desporto mostrará a verdade”.

    Sow revelou os bastidores da sessão de apelação realizada por videoconferência, confirmando que foi marcada por muita falta de clareza.

    Disse: “Fomos convocados às sete da manhã e, depois, à noite, fomos informados de que seria adiada para as nove. Quando entrámos, a sessão não começou à hora marcada; depois, a presidente da comissão pediu a todos que se identificassem. Em seguida, deu a palavra a Marrocos para apresentar as suas reivindicações e depois pediu-nos que respondêssemos, o que fizemos”.

    Acrescentou: “Depois disso, ela disse que colocaria o Senegal na sala de espera, e ficámos lá durante duas horas sem qualquer comunicação. E quando contactei a secretária da CAF, ela disse-me que a sessão tinha terminado!”.

    O dirigente senegalês prosseguiu: “É inacreditável, como se realiza uma sessão de apelação sem alegações?”.

    Continuou: “Na sessão de apelação, não apresentámos qualquer alegação; até o nosso consultor jurídico não falou, ao contrário da primeira sessão, que durou 5 horas e teve debates e perguntas. Aqui, praticamente não aconteceu nada”.

    Sobre se a decisão já estava tomada de antemão, disse: “Sim, com toda a clareza. A presidente da comissão tinha uma missão e executou-a. É um trabalho sujo, mas vamos enfrentá-lo”.

    Tal como o Al Hilal se queixou da presença de Othman Kane, Sow também criticou a composição da Comissão de Apelação, apontando para a existência de um potencial conflito.

    Declarou: “O mais grave é a presença do presidente de uma federação nacional dentro da Comissão de Apelação, apesar de ser um órgão que supostamente deve ser independente. O presidente da federação tunisina é membro da comissão, e isso é uma violação clara”.

  • احتجاجo do الأهلي e a surpresa de موتسيبي

    A questão não parou por aí: também atingiu o Al Ahly do Egito, que, por sua vez, reclamou da demora da Comissão de Apelações em analisar o caso da proibição de sua torcida assistir à partida contra o Espérance, da Tunísia, no jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões.

    O Al Ahly apresentou uma reclamação oficial à Confederação Africana de Futebol (CAF) após a decisão de adiar a sessão que analisaria seu recurso contra a punição que impedia sua torcida de assistir ao jogo contra o Espérance, da Tunísia.

    O Al Ahly disse, em comunicado publicado em seu site, que a reclamação ocorreu depois de ter recebido dois avisos consecutivos da CAF adiando a sessão das 11h para 13h, antes de ela ser adiada por tempo indeterminado.

    Acrescentou: “Essa decisão ocorre poucos dias antes da partida, e o recurso é um direito legal do clube que deve ser decidido antes da data do jogo. O Al Ahly, em sua reclamação, mantém seu direito de que o recurso seja analisado com urgência antes da próxima partida na Liga dos Campeões”.

    A CAF havia anunciado a aplicação de sanções financeiras e disciplinares ao clube egípcio, proibindo a presença de sua torcida no jogo de volta contra o Espérance, após seus torcedores terem arremessado garrafas contra jogadores do FAR Rabat, do Marrocos, no Estádio do Cairo, na última rodada da fase de grupos.

    O Al Ahly se despediu da competição após perder na ida e na volta para o Espérance, com placar agregado de 4 a 2.

    Posteriormente, Patrice Motsepe, presidente da CAF, surpreendeu durante uma coletiva de imprensa realizada no Cairo, ao mencionar que ficou surpreso com a ausência de torcedores na partida entre Al Ahly e Espérance.

    O presidente da CAF disse: “Fiquei surpreso com a ausência de torcedores na partida entre Al Ahly e Espérance e, quando perguntei o motivo, informaram-me que a torcida do Al Ahly havia sido suspensa pela Comissão Disciplinar da CAF”.