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Palmeiras v Santos - Brasileirao 2026Getty Images Sport

Sete jogos sem vencer, lanterna na Sul-Americana e campanha fraca no Brasileirão: Cuca ainda pode engrenar no Santos?

O Santos vive um dos momentos mais delicados da temporada. Sem vencer há sete partidas, o time comandado por Cuca vê a pressão crescer em meio à campanha irregular no Campeonato Brasileiro, à situação dramática na Copa Sul-Americana e à necessidade urgente de transformar desempenho em resultados.

O último triunfo santista aconteceu no dia 11 de abril, diante do Atlético-MG, pelo Brasileirão. Desde então, o Peixe acumulou seis empates e uma derrota entre jogos da Série A, Copa do Brasil e Sul-Americana, entrando em um ciclo que voltou a acender o alerta na Vila Belmiro.

Apesar da melhora coletiva nas últimas semanas, o Santos segue próximo da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e ocupa a lanterna do Grupo D da Sul-Americana. Na Copa do Brasil, ainda precisará vencer o Coritiba fora de casa para evitar uma eliminação precoce.

O cenário atual lembra o pior momento da equipe no início da temporada, ainda sob comando de Juan Pablo Vojvoda. Entre janeiro e fevereiro, o Santos também ficou sete jogos sem vencer, acumulando quatro empates e três derrotas, sequência que mergulhou o clube na zona de rebaixamento e ameaçou até uma queda precoce no Campeonato Paulista.

Naquele período, a reação veio apenas após vitória sobre o Noroeste, por 2 a 1, em Bauru. Agora, porém, a sensação é de que o Santos voltou a esbarrar nos mesmos problemas: cria oportunidades, controla jogos em alguns momentos, mas segue incapaz de transformar superioridade em vitórias

  • San Lorenzo v Santos - Copa CONMEBOL Sudamericana 2026Getty Images Sport

    Pressão aumentando

    Após o empate contra o Palmeiras, Cuca reconheceu a evolução da equipe, mas deixou claro o incômodo com a sequência negativa.

    "Incomoda jogar bem e não ganhar. Nossos números não são bons porque não estamos ganhando. Estamos fazendo por merecer a vitória. Precisa botar a bola para dentro", afirmou.

    O sentimento piorou após o novo tropeço diante do Recoleta, no Paraguai, pela Sul-Americana. O Santos vencia até os minutos finais, desperdiçou chances para matar o jogo e sofreu o empate aos 41 minutos do segundo tempo.

    Visivelmente abatido, Cuca admitiu que o discurso sobre “jogar bem” já não basta diante da situação do clube.

    "Hoje é um dos meus dias mais tristes aqui. Eu não quero mais falar que jogou bem. Não é suficiente. A gente tem que ganhar jogo, fazer gol, matar o jogo", desabafou.

    O treinador voltou a apontar a baixa eficiência ofensiva como principal problema da equipe.

    "É frustrante explicar sempre as mesmas coisas. O adversário praticamente não atacava, mas deixamos o jogo vivo. Era partida para fazer dois, três, quatro gols, mas acabamos punidos de novo", completou.

    Desde seu retorno ao clube, Cuca soma apenas duas vitórias em 12 jogos, além de sete empates e três derrotas, com aproveitamento de 36%.

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  • FBL-SUDAMERICANA-SANTOS-RECOLETAAFP

    Erros se repetindo

    Mesmo sem convencer nos resultados, o Santos apresenta sinais claros de evolução coletiva sob comando de Cuca. O time consegue pressionar mais alto, cria mais oportunidades e compete melhor em jogos grandes, algo que pouco acontecia anteriormente.

    O problema é que os erros seguem se repetindo. A equipe tem desperdiçado chances claras, tomado decisões ruins no último passe e perdido intensidade nos segundos tempos. Além disso, a desatenção defensiva nos minutos finais virou um padrão preocupante.

    Contra Fluminense, Bahia, San Lorenzo, Palmeiras e Recoleta, o Santos deixou pontos pelo caminho mesmo tendo controle de boa parte das partidas. Em alguns casos, bastava maior eficiência para transformar empates frustrantes em vitórias fundamentais.

    O empate diante do San Lorenzo, na Argentina, pode até ser considerado aceitável pelo peso do adversário. Já a igualdade contra o Recoleta aumentou a sensação de crise. Além da fragilidade técnica do time paraguaio, o Santos sofreu o gol em um lance considerado evitável por toda a comissão técnica.

    "É um repeteco de três, quatro partidas atrás. Mesma coisa. No final, somos punidos porque não matamos o jogo. Isso tem que acabar", decretou Cuca.

    Se tivesse segurado a vitória no Paraguai, o Santos deixaria a lanterna do grupo e dependeria apenas de si para avançar. Mesmo com campanha ruim, ainda há chances de classificação às oitavas da Sul-Americana, mas o cenário virou obrigação: vencer San Lorenzo e Deportivo Cuenca, ambos na Vila Belmiro.

  • FBL-SUDAMERICANA-SANTOS-RECOLETAAFP

    Trabalho ainda pode engrenar?

    Internamente, existe o entendimento de que o desempenho melhorou desde a chegada de Cuca, mas o futebol raramente espera apenas evolução sem resultados.

    O treinador ainda conta com respaldo por conseguir reorganizar o time em meio a um cenário turbulento, mas a sequência sem vitórias começa a transformar paciência em pressão.

    A sensação no Santos é que o time está sempre perto de vencer, mas nunca consegue dar o passo definitivo. E, em um calendário apertado e cercado de cobranças, isso pode custar caro rapidamente.

    Agora, o Peixe tenta virar a chave novamente no Brasileirão. O próximo compromisso será diante do Red Bull Bragantino, neste domingo, na Vila Belmiro, em confronto que pode definir muito mais do que apenas três pontos para o futuro de Cuca no comando santista.

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