Durante décadas, a seleção brasileira construiu parte de sua identidade a partir da excelência de seus laterais. Em diferentes gerações, o Brasil apresentou ao mundo jogadores que redefiniram a posição, combinando qualidade técnica, força ofensiva e capacidade de decisão. Nomes como Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Júnior, Branco, Cafu, Roberto Carlos, Maicon, Daniel Alves e Marcelo ajudaram a transformar as laterais em uma das maiores marcas do futebol nacional.
No entanto, a realidade atual está longe daquele cenário de abundância. Às vésperas da Copa do Mundo 2026, a lesão de Wesley e a ausência de Éder Militão voltaram a expor um problema que já se tornou recorrente: pela terceira Copa consecutiva, a seleção brasileira perde o principal lateral-direito do ciclo e precisa reformular seus planos em meio à competição.
O que antes era uma posição repleta de opções hoje se tornou uma das maiores dores de cabeça da comissão técnica.

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