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Inter, o Scudetto é como a Itália na Copa do Mundo: um dever ou será um fracasso

Alarme no Inter. Após a derrota no clássico contra o Milan e o empate com a Atalanta em San Siro, vem mais um 1 a 1 fora de casa contra a Fiorentina. Com isso, o time já perdeu 12 pontos em situações de vantagem neste campeonato.

Para citar Carlo Vanzini, comentarista da Sky para a Fórmula 1 e torcedor nerazzurro: “Problemas, problemas, problemas!”.

O carro comandado por Chivu está derrapando visivelmente, com a luz de reserva de combustível acesa.

Em apenas três rodadas, a vantagem sobre o Milan caiu de 10 para 6 pontos, e a vantagem sobre o Napoli foi reduzida pela metade, de 14 para 7.

Faltam 8 curvas para a linha de chegada: na próxima, após a pausa para os jogos das seleções e um dia antes do confronto direto entre Napoli e Milan, o Inter jogará em casa contra a Roma na Páscoa.


  • LAUTARO POR SI SÓ NÃO É SUFICIENTE

    O Toro estará de volta. Lautaro voltará a estar à disposição após ter ficado fora de 7 partidas por lesão: trata-se de sua ausência mais longa desde que chegou à Itália, há já 8 anos.


    O capitão saiu de campo com o placar em 1 a 1 em Bodo: desde então, contando também a Coppa Italia e a Liga dos Campeões, o Inter venceu apenas 2 partidas (contra Lecce e Genoa) em 8, incluindo a derrota fora de casa por 3 a 1 na Noruega.


    Dados que confirmam a importância de Lautaro, que, no entanto, sozinho não basta: não vamos transformá-lo no salvador da pátria.

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  • TÍTULO COMO A COPA DO MUNDO

    Para repelir os ataques de Allegri e Conte, Chivu precisa recuperar toda a equipe, tanto física quanto mentalmente. Também porque não é tão fácil disputar um Scudetto que parecia já garantido e que, agora, teme-se perder.


    Afinal, aos olhos da crítica e do público, se o Inter vencesse este campeonato, estaria apenas cumprindo seu dever. Caso contrário, seria um fracasso, um pouco como a Itália nas eliminatórias para a Copa do Mundo. No entanto, não se trata de um objetivo tão “certain”, termo adequado apenas para o Bayern de Munique na Alemanha e para o Paris Saint-Germain na França. É a isso que Kolarov se refere quando diz que: “Com a Inter, tudo parece garantido”.


  • OS APELOS DE CHIVU E PIO ESPOSITO

    Chivu deixou uma mensagem forte e clara no sábado, na coletiva de imprensa pré-jogo em Appiano Gentile: “Numa fase em que todos os jogos se tornam decisivos, todos precisam assumir suas responsabilidades”.


    Essa frase é uma resposta a uma pergunta sobre Thuram, mas o mesmo vale para os outros líderes do vestiário, a começar pelo vice-capitão Barella. Substituído, muito decepcionado no banco pelo erro cometido na jogada do empate da Fiorentina, ele partiu imediatamente para Coverciano antes dos outros jogadores da Inter convocados para a seleção.


    Entre eles, Pio Esposito lança um apelo (não ouvido, dadas as acusações ao bloco da Inter após a derrota nos pênaltis na Bósnia) pela Seleção: “Deixem de lado o torcimento pelos times de clube e vamos nos ajudar todos juntos pelo bem da Itália”.

    Que o vestiário da Inter faça o mesmo, tendo em vista os últimos compromissos contra Roma, Como, Cagliari, Torino, Parma, Lazio, Verona e Bologna.


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