A controvérsia tem origem na caótica final disputada em Rabat, onde os jogadores do Senegal abandonaram o campo em protesto após Marrocos ter recebido um pênalti nos últimos minutos. Embora a partida tenha sido retomada — com Brahim Diaz falhando o pênalti contra Edouard Mendy —, o Senegal acabou vencendo o jogo por 1 a 0 na prorrogação. No entanto, a CAF decidiu posteriormente que o protesto inicial constituía uma desistência, concedendo a Marrocos uma vitória por 3 a 0 dois meses após o apito final.
A CAF citou os artigos 82 e 84 do regulamento da AFCON para justificar a decisão. Essas regras especificam que, se uma equipe “se recusar a jogar ou abandonar o campo antes do término regulamentar da partida sem a autorização do árbitro”, será considerada derrotada por 3 a 0. Apesar do aspecto técnico, a decisão provocou indignação em todo o continente e gerou acusações de abuso de poder administrativo.