O futebol poderá assistir a uma nova alteração nas leis do jogo, depois de as autoridades futebolísticas inglesas terem decidido testar uma medida sem precedentes que visa pôr fim a um dos truques táticos mais controversos dos últimos anos, que consiste em aproveitar a lesão do guarda-redes para parar o jogo e dar aos treinadores a oportunidade de reorganizarem as suas equipas ou de quebrarem o ritmo do adversário. Se a experiência se revelar bem-sucedida, poderá abrir caminho à sua adoção a nível mundial ao longo das próximas épocas.
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Decisão histórica que vai mudar o jogo: a Premier League acaba com o truque dos guarda-redes
Experiência oficial em Inglaterra
A Premier League, o Championship, a Federação Inglesa, a National League e a Women's Super League aprovaram a aplicação de uma nova experiência, depois de terem obtido a aprovação do International Football Association Board (IFAB).
A experiência será aplicada pela primeira vez no confronto entre Tranmere e Rochdale, no âmbito da ronda preliminar da Carabao Cup, ao passo que a liga australiana se prepara para experimentar uma versão semelhante, mas com a obrigatoriedade de o capitão da equipa abandonar sempre o relvado.
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Como funcionará a nova regra?
Se o árbitro interromper o jogo para tratar o guarda-redes e chamar a equipa médica, o treinador terá apenas 10 segundos para escolher um jogador que abandonará o terreno de jogo durante um minuto completo após o reinício da partida.
O nome do jogador deve ser comunicado ao quarto árbitro dentro do prazo estabelecido e, caso não seja feita a escolha, o capitão da equipa sairá automaticamente durante um minuto.
Já se o guarda-redes lesionado for substituído, a equipa não será afetada por esta sanção.
O primeiro jogo em que esta experiência será aplicada é a partida da ronda preliminar da Taça Carabao entre o Tranmere e o Rochdale, no sábado.
A BBC informa que a liga australiana vai testar uma versão modificada desta regra, na qual o capitão da equipa terá sempre de abandonar o campo.
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Por que surgiu a ideia?
Nas últimas temporadas, tornou-se comum alguns guarda-redes recorrerem à simulação de lesão ou pedirem assistência médica, o que permite a todos os jogadores reunirem-se em torno do treinador para receberem instruções táticas, ou dá à equipa a oportunidade de quebrar o ritmo do adversário quando este se encontra no seu melhor momento.
Este método gerou críticas frequentes, entre elas as declarações do treinador do Leeds United, Daniel Farke, que acusou Gianluigi Donnarumma de aproveitar as regras para parar o jogo e travar o ímpeto da sua equipa.
Prevenir a falha, não punir o treinador
As entidades organizadoras consideram que a nova medida terá um efeito dissuasor preventivo, uma vez que obrigará a equipa a jogar com dez jogadores durante um minuto, o que torna o recurso a este estratagema menos vantajoso, sobretudo nos minutos finais das partidas.
A ideia baseou-se na regra atual que obriga qualquer jogador de campo que receba tratamento fora do relvado a permanecer no exterior durante um minuto antes de regressar.
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Exceções à punição
De acordo com a BBC, não será exigida a saída de um jogador do campo nas seguintes situações:
Se o guarda-redes confirmar que não necessita de tratamento e não tiver sido a causa da interrupção do jogo.
Se ocorrer um choque entre o guarda-redes e um dos jogadores da sua própria equipa.
Se o guarda-redes necessitar de tratamento imediato devido a uma lesão evidente.
Se o guarda-redes estiver a sangrar.
Se sofrer uma lesão grave ou um traumatismo craniano que exija a sua substituição.
Poderá tornar-se uma regra mundial?
A British Broadcasting Corporation confirmou que o novo sistema será avaliado ao longo da temporada, e que o conselho da International Football Association Board analisará os seus resultados nas próximas reuniões.
Caso a experiência prove ser bem-sucedida, a regra poderá ser adotada de forma permanente nas leis do jogo a partir da temporada 2027-2028, passando a ser aplicada nas diversas competições em todo o mundo.
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