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Copa Africana, o Senegal pode recorrer ao TAS: a reconstituição dos fatos e o que aconteceu com o Marrocos

A novela em torno da vencedora da última edição da Copa Africana de Nações ainda não chegou ao fim. Após a vitória do Senegal em campo e a atribuição do troféu ao Marrocos por decisão administrativa, os senegaleses receberam autorização para entrar com recurso. A notícia foi divulgada pela RMC Sport, segundo a qual, pouco antes do fim de semana, a federação senegalesa recebeu a fundamentação da decisão do comitê de apelação da Confederação Africana de Futebol (CAF). Essa decisão dá luz verde ao Senegal para iniciar o processo de apelação a ser apresentado ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), contestando assim a vitória do Marrocos por desistência.


  • "TEMOS ÁRBITROS ESPECIALIZADOS NESSA ÁREA"

    O diretor-geral do TAS, Matthieu Reeb, comentou a situação da seguinte forma: “Estamos perfeitamente equipados para resolver esse tipo de controvérsia, com a ajuda de árbitros especializados e independentes. Estamos cientes de que as equipes e os torcedores desejam conhecer a decisão final o mais rápido possível; por isso, faremos com que o processo arbitral se desenrole da forma mais rápida possível, respeitando o direito de todas as partes a um julgamento justo”.


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  • O QUE ACONTECEU ENTRE MARROCOS E O SENEGAL

    Em janeiro passado, o Senegal venceu por 1 a 0 a final da Copa Africana de Nações contra o Marrocos, mas o resultado em campo foi anulado em março, atribuindo-se uma vitória por 3 a 0 ao Marrocos após os jogadores do Senegal terem abandonado o campo por cerca de 15 minutos, em protesto contra um pênalti marcado a favor dos adversários. A Comissão de Apelação da CAF aplicou os artigos 82 e 84 do regulamento, que prevêem a derrota por desistência de uma equipe se os jogadores se recusarem a jogar ou abandonarem o campo por mais de dez minutos sem autorização do árbitro. Segundo a reconstituição dos fatos, a decisão de abandonar o campo foi promovida pelo técnico senegalês Pape Thiaw, posteriormente suspenso por dois anos de todas as atividades da CAF.