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Brazil v Senegal - International FriendlyGetty Images Sport

O caminho mais fácil para o Brasil até a final da Copa do Mundo de 2026

O sorteio dos grupos da fase inicial da Copa do Mundo de 2026, que ocorreu na última sexta-feira (5), deu mais sabor ao "gostinho de Copa" que começa a animar os milhões de torcedores ao redor do mundo. Agora, são apenas seis meses até a abertura do torneio mais aguardado do futebol, no Estádio Azteca — palco das finais dos Mundiais de 1970 e 1986 —, no dia 11 de junho de 2026. Esta edição será a primeira que incorporará 48 equipes participantes, e até o momento 42 já estão confirmadas, com as seis vagas restantes sendo decididas na repescagem que irá acontecer em março de 2026.

O Brasil ficou no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. As datas, horários e locais dos jogos já foram definidos, e o que resta agora é Carlo Ancelotti convocar os 26 jogadores que viajarão para Estados Unidos, Canadá e México com a delegação e fazer a melhor preparação possível para o torneio.

Mas qual será o caminho mais fácil que o Brasil pode fazer até a final da Copa do Mundo de 2026? A GOAL te mostra logo abaixo.

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  • FBL-BRA-TUN-FRIENDLYAFP

    16 avos de final

    Pensando no cenário em que a seleção brasileira se classifica como líder do Grupo C, nos 16 avos de final ela enfrentará o segundo colocado do Grupo F, que reúne Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção europeia da repescagem (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia). 

    Recentemente, o Brasil jogou amistosos contra Japão, em outubro, e Tunísia, em novembro, e os resultados não foram bons em nenhuma das partidas: 3 a 2 contra o Japão, que ganhou de virada, e 1 a 1 contra a Tunísia. É certo que esses eram jogos não-competitivos, e que em ambas as ocasiões o treinador Carlo Ancelotti estava testando peças, mas o Brasil, com o status que tem, deveria se mostrar mais competitivo e dominante contra seleções de, teoricamente, menor calibre. 

    Já virando o foco para os outros dois componentes do grupo F, a Holanda e alguma das outras quatro seleções da repescagem europeia, fica claro que nenhuma das opções poderia ser diretamente identificada como "a mais fácil" no caminho do Brasil. A Holanda é facilmente a mais forte do grupo (no papel, como é sempre bom ressaltar), e a outra seleção europeia que entrar também pode mostrar competitividade na fase de grupos.

    Por isso, a Tunísia deve ser o adversário mais fácil que a Amarelinha poderia possivelmente enfrentar nos 16 avos de final. O 1 a 1 no amistoso da Data Fifa de novembro não pôde provar muito, e o fato de que a Tunísia estava jogando praticamente "em casa" — com a Decathlon Arena, em Lille, se tornando um caldeirão de tunisianos cantando e torcendo desde o apito inicial — também contribuiu para o empate.


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  • Oitavas de final

    Ainda levando em conta que o Brasil se classificará em primeiro, seu adversário nas oitavas de final será o vice-líder do Grupo E (Alemanha, Curaçao, Equador e Costa do Marfim) ou do Grupo I (França, Senegal, Noruega e o vencedor da Repescagem Intercontinental 2, disputada por Iraque, Bolivia e Suriname). 

    Como Alemanha e França são as favoritas para terminaram no primeiro lugar desses respectivos grupos (o que, portanto, as joga para a chave oposta), Equador e Noruega tem a maior probabilidade de terminar em segundo. 

    Equador e Noruega são duas equipes fortes. Por um lado, os sul-americanos terminaram em segundo lugar nas Eliminatórias da Conmebol para a Copa do Mundo, com apenas duas derrotas em 18 partidas. Enquanto isso, a Noruega ficou em primeiro em seu grupo nas Eliminatórias da Uefa, com oito vitórias em oito partidas, e saldo de gols de +32.
    Uma das duas derrotas do Equador na campanha das Eliminatórias foi justamente contra Brasil, um 1 a 0 em setembro de 2024. E a outra partida entre as seleções, disputada em junho de 2025, terminou em 0 a 0. 

    Portanto, neste caso, o Equador seria o adversário "mais fácil" para o Brasil nas oitavas de final da competição.

  • Mexico v Brazil - International FriendlyGetty Images Sport

    Quartas de final

    Passando das oitavas, caso a equipe se classifique em primeiro, a maior probabilidade é que o adversário seguinte seria o líder do Grupo A (México, Coreia do Sul, África do Sul e o vencedor da Repescagem Europeia D, que pode ser Dinamarca, Macedônia do Norte, República Tcheca ou Irlanda) ou do Grupo L (Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá). O favorito do Grupo A é, teoricamente, o México, enquanto do Grupo L é a Inglaterra. 

    Entre essas duas seleções, não resta dúvidas de qual é o melhor adversário para o Brasil: o México. Nas cinco partidas disputadas entre os dois países na Copa do Mundo, são quatro vitórias para os brasileiros e um empate. E, ao todo, nos 42 jogos em que as seleções brasileira e mexicana disputou na história, levando em conta todas as competições, são 25 vitórias da Amarelinha, sete empates e 10 vitórias de La Tri

    Mesmo jogando em casa nesta edição de Copa do Mundo, os mexicanos ainda são os adversários mais fáceis que o Brasil podem enfrentar nas quartas.

  • Switzerland v Sweden - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Semifinais

    Avançando para a semifinal, a tendência é de um encontro com os líderes do Grupo B (Canadá, Suiça, Catar e o vencedor da Repescagem Europeia A, que pode ser Itália, Irlanda do Norte, País de Gales ou Bósnia e Herzegovina), Grupo J (Argentina, Áustria, Argélia e Jordania) ou Grupo K (Portugal, Uzbequistão, Colômbia e o vencedor da Repescagem Intercontinental 1, que pode ser Nova Caledônia, Jamaica ou RD Congo). 

    No Grupo B, a Suíça é a provável primeira colocada. No Grupo J, é a Argentina, enquanto no Grupo K deve ser Portugal. No entanto, as oitavas de final serão disputadas entre o líder do Grupo B (provavelmente a Suíça) com o do Grupo K (provavelmente Portugal), enquanto as quartas será o vencedor desse confronto com o líder do Grupo J (Argentina). 

    Pensando que todas as seleções tem chances iguais, a Suíça seria o potencial adversário mais fácil para o Brasil na semifinal. Como aconteceu com a Croácia na edição de 2022 — que chegou na semifinal quando poucos acreditavam —, a Suíça pode ser a "zebra da vez" e chegar nesta etapa da competição. 

    É um time que ficou em primeiro no seu grupo nas Eliminatórias da Uefa de forma invicta, além de contar com grandes jogadores como Granit Xhaka, Gregor Kobel, Breel Embolo, Manuel Akanji, Dan Ndoye, e outros. Apesar de ser improvável de levarem a melhor sobre Argentina ou Portugal, não é impossível, e se esse cenário se concretizar, quem mais se beneficia é o Brasil.

  • FBL-WC-2026-EUR-QUALIFIERS-BEL-LIEAFP

    Final

    Eis que chega a grande final, no dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, EUA. A chave oposta do Brasil, nas quartas de final, tem a maior probabilidade de ter a presença de França, Holanda, Espanha e Bélgica. Dessas, apenas duas vão para a semis, e apenas uma para a final. Apesar de não haver facilidade em um confronto que vale a taça mais importante do futebol, existe, sim, um adversário mais fácil entre essas quatro. E é a Bélgica.

    Apesar de inspirar medo no coração de todo brasileiro desde a eliminação nas quartas de final da Copa de 2018, os belgas não são tão mais aterrorizadores assim. A começar que aquela "geração de ouro" se foi: Hazard se aposentou precocemente; De Bruyne já não rende tanto e se lesiona com facilidade; Lukaku também vem sofrendo com lesões e não aquele goleador implacável de antes; e a linha de defesa composta por Kompany, Alderweireld, Vertoghen e Meunier só tem um desses ainda em atividade. 

    O time, hoje, é composto por uma maioria de jogadores que jogam em times de calibre B ou C da Europa, com alguns poucos atuando nos gigantes do futebol. Tirando Thibaut Courtois, que ainda é o melhor goleiro do mundo, o grande jogador da Bélgica é Jérémy Doku, ponta-esquerda do Manchester City de 23 anos. 

    Analisando o desempenho recente da seleção belga, percebe-se que eles não foram tão dominantes nas Eliminatórias da Uefa: apesar de ficarem em primeiro do seu grupo, eles empataram três dos oito jogos disputados — e com seleções mais fracas, como Macedônia do Norte (duas vezes) e Cazaquistão.

    Levando em conta todos esses aspectos, de todas as grandes seleções da chave oposta, a Bélgica é a que ofereceria menos perigo ao Brasil em uma possível final.

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