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Após decisão de De Jong, Barcelona teme repetição do cenário assustador

Frenkie de Jong, estrela do Barcelona, decidiu optar pelo tratamento conservador para recuperar da rotura do ligamento colateral interno do joelho direito.

O jornal "Sport" referiu, num relatório, que o Barcelona respeita a decisão de De Jong, mas isso não esconde a preocupação que reina na direção.

E a preocupação não se deve ao diagnóstico atual, mas antes ao que pode acontecer caso o processo de recuperação não decorra como o esperado, uma vez que o precedente de Ansu Fati permanece bem presente nas memórias.

A lesão de De Jong não é igual àquela que Fati sofreu há três anos, e tanto o tratamento como os períodos de ausência são completamente diferentes. Ainda assim, há um ponto em comum que explica a tensão do Barcelona: em ambos os casos, o clube teve uma visão médica diferente da opção que o jogador acabou por tomar.

De Jong lesionou-se durante o Campeonato do Mundo com a seleção dos Países Baixos e, apesar de sentir dores, continuou a jogar depois de os médicos da seleção o terem informado, segundo o próprio explicou, de que se tratava de uma lesão ligeira e que não se agravaria se ele prosseguisse na competição. Mas a realidade foi diferente.

Após o seu regresso ao Barcelona, os exames confirmaram uma rotura do ligamento colateral interno do joelho direito, uma lesão que o vai afastar dos relvados durante vários meses. Agora, De Jong optou pelo tratamento conservador e por evitar a cirurgia por enquanto. 

O Barcelona aceita esta decisão, mas não esconde os seus receios, pois, se a evolução da situação não for a desejada e o jogador acabar por ter de ser submetido a uma cirurgia, o seu período de ausência poderá ultrapassar os quatro meses por larga margem, e o clube terá perdido um tempo precioso na recuperação de um dos seus jogadores mais influentes.

  • imago-sport-1061669471.jpgGribaudi/ImagePhoto

    Um cenário com alguns pontos em comum

    É exatamente isto que traz à memória o caso de Ansu Fati. Em janeiro de 2022, o avançado também recusou a recomendação do Barcelona e decidiu não se submeter a uma cirurgia para tratar uma lesão no tendão proximal do bíceps femoral da coxa esquerda.

    Tanto o departamento médico do clube como o treinador Xavi Hernández apoiavam a realização da operação, convictos de que oferecia maiores garantias a médio e longo prazo. 

    Mas Ansu, que já estava farto de cirurgias após a sua grave lesão no joelho, optou pelo tratamento conservador em colaboração com a sua própria equipa médica.

    Com o passar do tempo, os acontecimentos vieram dar razão, ainda que parcialmente, aos defensores da cirurgia.

    Apesar de ter regressado aos relvados, Fati não recuperou aquela velocidade e explosão física que o tornaram um dos maiores talentos saídos da academia de La Masia. 

    As suas recaídas repetiram-se e a sua carreira tomou um rumo completamente diferente do que se esperava quando irrompeu na equipa principal. Hoje, Ansu Fati joga ao serviço do Mónaco.

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  • Frenkie de JongGetty

    A experiência de Fati explica o motivo da preocupação do Barcelona com a decisão de De Jong

    Ninguém dentro do Barcelona compara os dois casos do ponto de vista médico, porque as duas lesões são diferentes, tal como não existe qualquer certeza de que o desfecho será semelhante. Aliás, o tratamento conservador é uma opção habitual em alguns casos de rotura do ligamento colateral interno do joelho, sobretudo com a grande evolução da medicina desportiva.

    Ainda assim, a experiência vivida pelo clube com Ansu Fati explica a razão pela qual o Barcelona lida com extrema cautela no processo de recuperação de De Jong.

    A isto acresce outro motivo que provoca descontentamento dentro do clube, uma vez que impera uma grande revolta face à Federação Holandesa e a Ronald Koeman, por terem permitido que o jogador continuasse a participar no Mundial apesar de sentir dores.

    De Jong viria mais tarde a admitir que a lesão era "mais grave do que aquilo que tinha sido diagnosticado", uma frase que reforçou o sentimento, dentro do Barcelona, de que se tinha corrido um risco desnecessário.

    Agora, começa uma corrida contra o tempo, pois o Barcelona espera que o tratamento escolhido pelo jogador resulte e que lhe evite a sala de operações. Se isso acontecer, o caso de Ansu Fati ficará como mera recordação. 

    Já se as coisas não correrem bem, o clube catalão voltará a encontrar-se diante de um cenário que conhece bem e que ninguém na Cidade Desportiva quer voltar a viver.

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