A contagem regressiva para a Copa do Mundo já começou e, para Gerson, cada minuto em campo pode ser decisivo. O meio-campista do Cruzeiro tenta transformar a evolução recente em argumento suficiente para voltar à seleção brasileira, mas encara uma disputa acirrada e um calendário apertado até a convocação final, marcada para 18 de maio.
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Getty Images SportEvolução com Artur Jorge reacende esperança
Desde a chegada de Artur Jorge, Gerson tem apresentado um crescimento consistente no Cruzeiro. Mais adaptado ao modelo de jogo, o volante passou a ser presença constante na equipe e ganhou protagonismo no meio-campo.
Na temporada, soma 21 partidas e três assistências, com indicadores que reforçam sua evolução. Na última atuação, por exemplo, além de servir um companheiro para gol, registrou 89% de acerto nos passes.
O treinador português fez questão de destacar a importância do camisa 11, mas adotou cautela ao falar sobre seleção.
"Gerson tem sido um dos jogadores mais utilizados por mim desde que aqui cheguei. Muitos minutos, a correr muito, a trabalhar. Em relação àquilo que é a ambição de cada um, individualmente, eu acho bem que a tenha, porque o Gerson tem um potencial e uma qualidade acima da média. Mas tudo aquilo que seja mais do que responsabilidade do Cruzeiro não tenho como interferir".
Getty Images SportCorrida contra o tempo até a convocação final
A última aparição de Gerson na seleção brasileira aconteceu em junho do ano passado. Desde então, o jogador perdeu espaço e optou por retornar ao futebol brasileiro em busca de visibilidade, uma estratégia que começa a dar sinais positivos, mas talvez tardios.
Até a lista final de Carlo Ancelotti, o volante terá oito jogos para convencer. Entre eles, compromissos de peso, como duelos contra Boca Juniors, pela Libertadores, e Atlético-MG, pelo Brasileirão, vitrines ideais para elevar seu nível competitivo.
Getty Images SportConcorrência pesada no meio-campo
Se o momento individual é de crescimento, o cenário coletivo na seleção não facilita. A disputa por vagas no meio-campo brasileiro é intensa e conta com nomes de peso, como Bruno Guimarães, Andrey Santos, Danilo e Gabriel Sara.
Para o comentarista Henrique Fernandes, o bom desempenho recente está diretamente ligado ao contexto do Cruzeiro e ao processo de adaptação do jogador.
"Passa pelo ajuste do time, mas também pela adaptação dele. Cada jogador tem um tempo de adaptação. Acredito que tudo isso coincidiu: Gerson evoluiu física e tecnicamente e Artur melhorou o entorno dele".
Já Ricardo González reconhece o potencial, mas questiona o timing: "Eu não tenho dúvidas de que com o crescimento do Cruzeiro, logo o Gerson vai estar jogando no seu nível mais alto, como jogou no Flamengo. A grande dúvida é: vai dar tempo disso acontecer até a Copa do Mundo? Nesse momento eu penso que não".
Ele ainda aponta a força dos concorrentes diretos: "Na posição do Gerson na seleção, você tem hoje o Bruno Guimarães, que é absoluto, e o Danilo do Botafogo, que também se firmou. É um jogador que marca, distribui e faz gols".
AFPDisputa direta e fator Neymar
Além dos nomes já consolidados, Gerson trava uma disputa direta com Lucas Paquetá, que reúne vantagens importantes no cenário atual.
"A briga do Gerson nesse momento é com o Lucas Paquetá. Ele tem a vantagem de já ter disputado uma Copa do Mundo e de atuar em várias posições. E, se o Neymar for, o Paquetá sempre foi o melhor parceiro dele na seleção", analisou González.
AFPMissão: provocar dúvida em Ancelotti
Com menos de dois meses até a Copa, o desafio de Gerson é atingir rapidamente seu nível máximo e deixar uma dúvida na cabeça do treinador italiano.
"Gerson tem até 18 de maio para chegar nesse seu nível maior. Ele luta contra o relógio para, pelo menos, colocar uma pulguinha atrás da orelha do Ancelotti".
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